Hoje, dia 23, será fixado o preço da maior oferta de ações do mundo, anunciada na sexta-feira última pela Petrobras. A estatal elevou a emissão de ações de US$ 6 bilhões para US$ 76 bilhões.
Mas o que isto tem a ver com a pequena Holanda? É famoso o case macroeconômico da descoberta, em 71, de gigantescas reservas de gás natural na Holanda. Todos os recursos do país foram para lá dirigidos, atraindo capitais e privando-os de outros setores da economia, comprometendo a industrialização.
Ora, o Brasil está vulnerável, com suas reservas que podem torná-lo o quarto maior produtor de petróleo do mundo. “Síndrome da Holanda?” Existe a possibilidade da disparada do Real – ele já valorizou 40% frente ao dólar desde a última crise, e coloca em risco o progresso do país em outras áreas.Enquanto isto, o que pode agravar o risco, o Brasil se antecipou a quaisquer decisões da ONU, o que é exigido, acrescentando 3,5 milhões de quilômetros quadrados ao seu domínio marítimo. São cerca de 200 milhas náuticas, uma extensão superior a 960 quilômetros quadrados. Tudo para inluir “todo o pré-sal”.
O ACERTO DA OPEP
O cartel de petróleo celebra seu quinquagésimo aniversário e pode refletir sobre seus recentes sucessos. Em meio à pior crise econômica desde a Grande Depressão e uma redução brutal na demanda de petróleo, o cartel ancorou a US$ 76 o barril. Desta forma, conseguiu uma estabilização de preços, ordenando o mercado. Agora, a questão é: como o Brasil vai alinhar-se à cinquentenária experiência da Opep?

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