Se depender das que chegaram ao poder (sem comentários sobre o como o fizeram), a mulher brasileira está ferrada e muito mal paga. Não bastasse Dilma Rousseff, a candidata ao posto máximo executivo oficial do Brasil esconder seu passado de terrorista e ter sido inventada como ser político por um carreirista ambicioso e amigo de ditadores, agora Erenice Guerra, de quem Dilma se orgulhava que fosse seu “braço direito”, sobe ao trono dos corruptos da grife PT. Com ela, seus filhos e sua vergonhosa atitude de, se não desfrute, apoio à ilegalidade, vão para a lama os esforços e lutas de tantas mulheres sérias, éticas e decentes deste país.
Já é muito difícil ser mulher que se destaca, enfrenta intimoratamente o mundo masculino do poder e até mesmo ser alguém que ousa manifestar publicamente sua opinião nesta terra. Alguém dirá: ao menos, não temos de usar burca, por aqui. Não aquela de pano. Mas precisamos, quase sempre, nos esconder atrás de uma burca de comportamento, como meninas boazinhas que sabem que, se botarem o rosto de fora, vão levar chibatadas. E pedradas, muitas pedradas.
Entendo a razão de muitas mulheres se esconderem atrás de temas mais “amenos”, mais feminis, maternos, familiares, mesmo que tenham coisas conseqüentes e determinantes a dizer. O medo, sim, é sempre maior que a esperança, desgraçadamente. Regina Duarte tinha razão: seu medo era do que estava por vir sob a capa da bondade, da política de igualdade e paz e amor proposta por Lula, e disseminada pelos asseclas Zé Dirceu, Franklin Martins, Marco Aurélio Garcia e toda a turma do PT, incluindo Tarso Genro, claro.
Todos, indistintamente, assumem ares messiânicos. É como se fossem anjos Gabriel baixando ao planeta, em bando, enviados por Deus, para dividir benesses com os mortais. Mas, como se vê pela quantidade de safadezas que se multiplicaram desde que os que se diziam incorruptíveis chegaram ao poder, os anjos Gabriel petistas e seus aliados gostam mais é de dividir benesses entre si. Ao populacho, muito papo furado e acesso aos crediários, aos celulares para pai, mãe, filho, a um carrinho seminovo. Pão e circo.
Mas eu falava do papel da mulher no Brasil e o papelão de representantes do gênero na linha de frente do governo petista. Tem mulher que faria melhor mesmo ficando em casa, tirando o chinelo do cumpanhêro quando ele chega do trabalho e trocando receitas com as comadres. Erenice, por exemplo, deveria rasgar sua carteirinha da OAB e a OAB deveria não só exigir rigor na apuração da bandidagem da família Guerra como também expulsar Erenice de seus quadros.
E os machos em volta destas flores de mulheres? Zé Dirceu, o cara que escondeu quem era da própria cumpanhÊRA e do filho, hoje um rebento igualzinho ao pai, defende Erenice e Dilma jogando pedra na revista Veja e na imprensa em geral que ele nunca conseguiu, não consegue e jamais conseguirá dobrar, por mais que fique com a pressão alta. Lula, claro, faz o jogo de sempre: pega o microfone com seus nove dedinhos e, com a voz rouca a gente sabe por qual razão grita e impreca contra quem? A imprensa, é lógico.
O sonho de todo petista, na verdade, é fechar os veículos privados de comunicação e criar um grande Gramna. De repente, até deixam vivas uma Carta Capital (que triste ver Mino Carta tão velhinho e tão perdido), e, claro, a TV Brasil. Tudo regido pelo pai e pelo tio do PIG (Partido da Imprensa Governista), Paulo Henrique Fanho Amorim e Luis Ninguém Nassiff.
E, além de manter para sempre Dilma Rousseff como uma Rainha Elizabeth no trono, com Lula et caterva mandando de verdade, os petistas e aliados oportunistas vão dar o cargo de primeira ministra a Erenice Guerra. Não faltarão, claro, mulheres politizadas, feministas, capazes como elas para tocar obras, arregimentar mais e mais robozinhos petistas e fazer deste Brasil uma grande fazenda com gado alimentado a mentiras e ilusões. Regina Duarte, não esqueçamos, tinha razão: a esperança foi apenas uma burca que encobriu a verdade. E hoje, encobre o medo de quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
