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Dilma Frankenstein Roussef

Está aberta a temporada de caça ao voto: as pessoas que concorrem a mais cobiçada vaga política executiva do Brasil começaram a mostrar, nas …

Está aberta a temporada de caça ao voto: as pessoas que concorrem a mais cobiçada vaga política executiva do Brasil começaram a mostrar, nas mídias, o que são e o que nos oferecem. Não! Eles não estão nos exibindo nem o que são nem o que realmente nos oferecem. Eles simplesmente reproduzem, como papagaios (espero que os papagaios não se ofendam) o que lhes ensinam os integrantes desta raça de rebotalhos chamada marqueteiro – e espero também que os profissionais de marketing que realmente honram sua profissão não se ofendam.

O mais curioso da abertura da temporada de caça ao eleitor foi o julgamento público, pelos fãs de cada candidato, de William Bonner e Fátima Bernardes muito mais do que dos concorrentes à presidência. Os jornalistas conseguiram mobilizar a ira dos partidários de todos os lados, ou seja, dos lados que as grandes mídias estão convidando a seus estúdios – e já tem quem queira processar a Globo, do alto de seus traços nas pesquisas, porque não integrou a lista dos entrevistáveis. É a comédia da vida.

Aliás, acho que o novelista Silvio de Abreu deveria ter escrito Passione com base nas eleições. Seria mais emocionante sua trama do que a patacoada que está agora no ar, que é de uma total chatice que a cada dia teimo em enfrentar. Sim, em vez de Toto, Clara e Fred, teríamos Serra, Dilma e Marina, com lugar ainda para os coadjuvantes, como o velho ex-petista ressentido Plínio de Arruda Sampaio e seu figurino recolhido nas campanhas do agasalho dos anos 70.

Há pouco eu finalizava a arrumação da casa, aquela no capricho que me dá tanta satisfação (sim, exerço meu papel de dona de casa por opção) e, ao passar o velho óleo de peroba nos móveis me ocorreu enviar um frasco do produto como presente para os marketeiros de Dilma Roussef. Acho que o botox (que, para aflição de quem olha, não cessa o suor constante da usuária), o laquê no cabelo eriçado, o preenchimento das rugas em torno da boca e o indefectível colarzinho de pérolas não estão sendo suficientes para maquiar a visivelmente cansada e sem fôlego papagaia de pirata de Lula.

Assisti ao desempenho de Dilma, mais perdida que cego em tiroteio, no debate da Band (alguém me explica a razão de ter sido feito em dia de jogo de futebol importante?), e às suas entrevistas tanto no Jornal Nacional quanto no Jornal das 10 da Globonews. Enquanto tentava entender como uma mulher que deixou a vida de Barbie que tinha em casa de mamãe, de ex-aluna do colégio Sion – uma coisa assim tipo fina – para pegar em armas e fazer assaltos em nome de uma ideologia (seus aspones jurarão sempre que não, ela porém prudentemente se cala sobre esta fase de sua vida), então como é que pode uma “ativista” se deixar levar tanto pela vaidade a ponto de expor o traseiro na janela da vida querendo ser presidente da República do Brasil!?

Como é que Lula, um cara que hoje é simplesmente um vendido ao sistema que ele renegou no chão de fábrica que ele visitou mais que pisou trabalhando (o corte do dedinho que o diga), como é que Lula oferece isso ao povo que ele deveria respeitar? Este povo iletrado, sem educação, sem cultura que lê 5 livros por ano (na Argentina, são 18, nos Estados Unidos mais de 40) e que apostou nele como um salvador da pátria, capaz de limpar esgotos, tirar velhos quase mortos da fila do SUS nos hospitais, permitir a um trabalhador ir trabalhar e voltar vivo para casa?

Qual a razão para Lula desprezar tanto este povo, em especial o nordestino, seu xará, que continua sem água na caatinga e sendo explorado por coronéis como José Sarney que ele e Dilma protegem, qual a razão para ele agir desta maneira? Por bondade é que não é.

Nunca votei em Lula, jamais votarei. Sempre o achei um sujeito cínico, não-confiável, espertalhão fabricado à sombra dos trambiques sindicais, falsamente preocupado com seus iguais e deslumbrado com a chance de beber do poder. Nunca acreditei em seu discurso cheio de erros de português para se igualar aos desfavorecidos e analfabetos que ele mantém na ignorância para poder continuar a manobrar declamando-lhes palavrões e afagos que os nivelam pela linha do rodapé. Nunca me convecerei, nem em quinhentas encarnações, que Lula é um sujeito puro, idealista e “emotivo” como debochadamente foi classificado por um porta-voz do ditador iraniano por quem ele disse ter “carinho”.

Fico pensando como Dilma, em seu íntimo, se sente, sendo manipulada como o populacho comprado por uma bolsa-família, por uma cota racial, pela promessa de iternet turbinada, por um trem-bala que nunca usará. Imagino se Dilma, quando deita a cabeça no travesseiro para dormir, depois de revisar a lição de casa que precisa decorar para enganar o eleitor, consegue ter uma luz sobre seu triste papel nesta farsa que Franklin Martins e Marco Aurélio Garcia e toda sua laia armaram para se perpetuar no trono de Brasília.

Já entrevistei Dilma Roussef, quando ela era Secretária de Minas e Energia em Porto Alegre. O clima, em seu gabinete, me assustou: era sombrio, assim como sua atitude – e isso que era uma matéria sem qualquer sintoma investigativo. Dilma não me olhou, em nenhum momento da entrevista, com interesse real de interlocutor “normal” – quando me olhava, parecia apenas pensar nos números que automaticamente me passava para eu anotar. Não vi humanidade naquela mulher com quem fui conversar ignorando os avisos sobre sua grosseria e outros adjetivos que não repetirei aqui sobre o seu, digamos, jeito forte de ser.

Quando a vejo toda produzida me dá uma grande ânsia de vômito acima de tudo por ver o que um ser humano faz para poder preencher seus sentimentos de baixa auto-estima, o quanto se violenta em sua essência para poder ter em mãos o símbolo maior de autoridade permitido em sua terra. Quando vi Dilma falar que o PT se juntou a um safado como Fernando Collor porque já deixou de ser inexperiente fiquei alguns segundos paralisada e, em seguida, pasma por constatar que é esta criatura tartamudeante quer dirigir a minha vida, a vida de meus filhos e de meus pais, de meus afetos enfim.

Daqui a poucos dias, começa a tortura da propaganda política gratuita. Nada do que se verá nestes minutos será a verdade, ninguém será o que é, todos nós sabemos disso. O pior, no entanto, do que qualquer candidato ser “trabalhado” por marketeiros odiosos, pagos por dinheiro de gente interessada em que este arbítrio todo continue, é o caso de Dilma Roussef, a mulher que, por um momento, largou de mão os ideais burgueses em que foi criada para viver uma aventura de arma na mão.

Essa mulher, Dilma Roussef, é a mais terrível de todas as mentiras que este país já viu. Ela é o engodo supremo que o bando de Lula criou no Brasil, o ser patético que pode, a exemplo do monstro de Frankenstein, escapar do controle de seu criador . Aí, que se cuidem Lula e os que a montaram, peça a peça retirada de cadáveres do assombro político e ideológico: o monstro feito de pedaços de diferentes humanos não tem controle. E a criatura vai querer se alimentar também de seus próximos.

Autor

Maristela Bairros

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