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As lições do índice Big Mac

“O que o preço do Big Mac pode dizer sobre a economia de um país?”, perguntou-se a Associated Press quando da divulgação, na última …

“O que o preço do Big Mac pode dizer sobre a economia de um país?”, perguntou-se a Associated Press quando da divulgação, na última quinzena, pela prestigiosa revista inglesa The Economist, de seu termômetro do valor das moedas comparativamente ao Big Mac. É a vigésima sexta edição deste índice, justificado como uma forma mais lúdica de analisar o câmbio. Para aqueles que não estão familiarizados com o índice, baseado no PPC (Paridade de Poder de Compra), sugere que um conjunto de bens pode estar sub ou supervalorizado.

Respondendo à pergunta da Associated Press, comecemos pelo Brasil: o Real está sobrevalorizado em 31%. Comer um sanduíche no Brasil custa o equivalente a US$ 4,91 (ou R$ 8,71), mais caro do que nos Estados Unidos, com valor de US$ 3,73 (R$ 3,57). A campeã é a Noruega, seguindo-se a Suíça, região do Euro, Canadá, Brasil, Austrália, Hungria e Turquia. Abaixo do cobrado em dólar nos Estados Unidos estão Japão, Inglaterra, Coréia do Sul, Emirados Árabes, México, África do Sul, Rússia, Egito, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Malásia e China. Se ajuda a explicar as diferenças: a coroa norueguesa está supervalorizada em 90%, enquanto o Yuan está cerca de 50% abaixo do justo valor.

The Economist escolheu o Big Mac não só porque está presente em mais de 100 países, mas também pelo seu sistema de abastecimento. A Corporação McDonald’s determina quais os fornecedores, dentro de seu critério, de quem os franqueados devem adquirir as batatas, os hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e pão com gergelim.

O franqueado Ormundsson Magnus fartou-se das “leis” McDonald’s. Como a moeda islandesa, a krona, havia se desvalorizado muito, Omundsson, por seu contrato com a McDonald’s, deveria comprar, em vez da Islândia, da Alemanha, o que o obrigava a vender o sanduíche a US$ 6,36, um dos mais caros do mundo. Fechou suas três lojas e vai abrir outras sem “leis”. E o desvalorizado Yuan?

Autor

Iara rech

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