O grupo dos Brics, integrado por Brasil, Rússia, Índia e China, é “incapaz de promover mudanças significativas no cenário mundial”, segundo reportagem de “The Economist” intitulada “O clube dos trilhões de dólares”. A revista, conforme a “BBC Brasil”, ironiza o fato de os países com PIB de um trilhão de dólares serem incapazes de coerência. E a rivalidade entre as nações que compõem o bloco seria obstáculo para a eficácia do “clube”, reunido em Brasília no início do mês (quando Lula chamou os chineses de “neocolonialistas” por comprarem somente matérias-primas e venderem manufaturados com valor agregado).
Em contrapartida, “El País” garante que os Brics rumam para superar o G-7 em 2032. E que a China ultrapassará os EUA em 2027. Em dez anos, a participação do grupo no PIB global passou de 8% para 15%. Jim O´Neill, diretor do Departamento de Pesquisa Econômica Global da Goldman Sachs, criou a sigla BRIC em novembro de 2001, em um estudo no qual apostou que Brasil, Rússia, Índia e China surgiam como principais motores do futuro crescimento da economia global.
Veja sua análise atual sobre o desempenho dos quatro países:
Brasil: “A excessiva dependência de matérias-primas e produtos básicos e escassa presença no comércio global são elementos problemáticos para o futuro.”
Rússia: “Seus principais problemas são claros: o tremendo declínio demográfico, queda de 149 milhões para 142 milhões de habitantes entre 1991 e 2010, e a falta de diversificação de uma economia centrada nos recursos energéticos. Sua força militar e assento permanente no Conselho de Segurança da ONU lhe garantem um papel preeminente.”
Índia: “Um enorme problema de educação, milhões de cidadãos são analfabetos. Uma pulverização de estados pode complicar a gestão do quadro macroeconômico, uma das fragilidades do país. A Índia é o país menos verossímil dos quatro em questão de controle do quadro macroeconômico.”
China: “Uma ameaça inevitável: devido à política de limitação dos nascimentos, a força de trabalho dos jovens não será suficiente para sustentar a grande quantidade de idosos. No entanto, não será motivo suficiente para impedir que a China se transforme em breve na maior economia mundial.”

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