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Como os muito ricos enfrentam a crise

Desde o colapso do Lehman Brother, os bilionários também sofreram, tanto que dois optaram pelo suicídio. Segundo a revista Forbes, o valor líquido dos …

Desde o colapso do Lehman Brother, os bilionários também sofreram, tanto que dois optaram pelo suicídio. Segundo a revista Forbes, o valor líquido dos biliomários do mundo encolheu de US$ 4,4 trilhões para US$ 2,4 trilhões. E o número dos muito ricos, que eram 1.125 antes da recessão, caiu para apenas 793.

Outra revista, Der Spiegel, realizou uma proeza: conseguiu entrevistar um membro da confraria dos negócios mais sigilosa do mundo, um banqueiro suíço, Heinrich Weber. O tema: os super-ricos, os bilionários, como estão enfrentando a crise? Ele respondeu na tampa: “A maioria está impactada. Os que nasceram ricos conhecem agora o lado negro da miséria”. Esta “miséria” inclui a necessidade de venda de mansões e a redução da criadagem (inclusive motoristas de carros com muitos modelos personalizados).

Neste panorama, Lamborgines e Learjets são café pequeno.

Ao contrário de 1929, onde os suicídios se tornaram rotina, 1999 tem, até agora, dois. Um deles é Adolf Merkis, considerado o homem mais rico do mundo, segundo a Forbes. Dono de um complexo com faturamento anual de US$ 40 bilhões, suicidou-se aparentemente devido a “dificuldades financeiras”, segundo alegou a família.

O investidor francês Thierry Magon de La Villeuchet cortou os pulsos devido aos reflexos da crise no fundo que administrava, com perdas de US$ 25 bilhões. Para o professor da Faculdade de Psicologia da PUC, Ari Renfeld, as perdas financeiras não são a causa preponderante para estes atos extremos. O problema seria a rejeição dos pares e do status financeiro, e da família. “O suicídio seria como a ponta de um iceberg”, pondera.

Dilma e Copa este ano?

Os ingleses, pelo menos seus jornalistas, nos amam. Primeiro, em novembro, o Financial Times clamava: “Olhem o Brasil, olhem o Brasil”. Depois, em dezembro, The Economist previu o Brasil como potência mundial em 2020. Agora, o correspondente no Brasil do Financial, Jonathan Weeatly, previu duas vitórias: vitória de Dilma Rousseff nas eleições e vitória do Brasil na próxima Copa do Mundo. Esta reposta foi obtida à pergunta: “Para onde vai o Brasil após Lula?”.

“Muitos acreditam que está num caminho seguro”, disse Jonathan em entrevista à BBC de Londres. “Mas o país ainda precisa de reformas, para o mercado de pensões e educação. A vitória do próximo presidente é muito importante”. Jonathan viu a falta de carisma em Serra e Rousseff. “Mas minha previsão é que, graças ao apoio de Lula, Roussef vencerá”, registrou.

Quanto à Copa do Mundo, o colunista de esportes do jornal avaliza as previsões de Jonathan. Simone Kuper diz que, quando a Copa é fora da Europa, o Brasil geralmente ganha. Ele aposta ainda na Espanha e nos Estados Unidos, que podem surpreender. E lembra que os EUA devem figurar entre os favoritos, por ter se aproximado dos dez primeiros no ranking da Fifa após vencer a Espanha na Copa das Confederações.

Entre as principais previsões de Jonathan está a de que este será o ano mais quente da história, e que os mercados de ações continuarão sendo boas opções, ainda que com ganhos menores.

Autor

Iara rech

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