Colunas

Lula para os ingleses

The Economist tem um milhão e trezentos mil exemplares impressos, o que dá bem a ideia de sua importância e repercussão, inclusive em nível …

The Economist tem um milhão e trezentos mil exemplares impressos, o que dá bem a ideia de sua importância e repercussão, inclusive em nível nacional. Pois a revista acaba de publicar uma reportagem que, de certa forma, pode ser entendida como uma continuação da pesquisa que registra aqui na Coletiva – “Olhem para o Brasil, Olhem para o Brasil” -, em novembro, com informações do Financial Times.

A Economist, como dizem os íntimos, foi fundada em 1843, é semanal e, à semelhança da New Yorker americana, não trata de assuntos econômicos, mas sim “instigantes”. E assim nós, brasileiros, entramos na história. Sua última capa é um Cristo Redentor ejetado de uma plataforma, com a manchete “O Brasil decola”. Colocamos aqui excertos e observações da colunista na matéria:

  • Em seu editorial, lembra que há seis anos, quando surgiu a sigla BRIC, o Brasil era um primo pobre. Agora, já existem previsões de que seja a quinta potência do mundo em 2014 (ultrapassando França e Inglaterra (?!).
  • Lula reduziu a desigualdade social. Mas onde está o Fome Zero de seu primeiro pronunciamento à nação? Realmente, não é simples quando se tem um país de mais de cem milhões de habitantes. Mas foi um brilhante achado para abrir o governo e criar impacto.
  • A revista não hesita em apontar o governo FHC como o “plantador” com o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Lula seguiu a política ortodoxa e teve sucesso. Qualquer outro sucessor teria o mesmo sucesso?
  • No rastro disto tudo surgiram verdadeiras “multinacionais”, algumas estatais, como a Petrobras. Outras privadas, como a Embraer e o Grupo Gerdau.
  • A revista cita o “futuro auspicioso” que representará a Copa do Mundo daqui a cinco anos e as Olímpíadas em 2016.
  • O Brasil gasta mais do que a economia cresce, como a Economist aponta. E, apesar do avanço na área da arrecadação, sua folha de pagamento cresceu mais de 13%.
  • Economicamente, a moeda valorizou, tornando difícil a vida dos exportadores. A arcaica legislação trabalhista tem mais de meio século e Dilma Rousseff, a candidata de Lula, não acha que precise ser reformada.
  • Diz a Economist: “Sim, o Brasil merece respeito e Lula toda a adulação que vem recebendo, mas seu governo teve lá sua dose de sorte e o sucesso do país depende muito mais de quem assumir a era pós-Lula”. É no que os brasileiros “pensantes” acreditam.

Autor

Iara rech

Compartilhar:

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.