Foi oficializada pela Amazon.com o seu Kindle 2, que alguns especialistas já preferem chamar de 1.1 O anterior já era considerado o melhor leitor eletrônico dos EUA. Custará 350 dólares, e a bateria tem versão 25% melhor do que na versão anterior, o que permitiria a leitura de publicações por quatro horas seguidas, ou quatro dias ligado. Tem 2GB de memória interna.
Com um tamanho maior do que uma calculadora “gigante”, apresenta uma tela monocromática de seis polegadas, cantos arredondados e parte de trás de metal. Permite o armazenamento de 1.500 títulos. O autor Steffens King escreverá um livro,”Ur”, especialmente para ele. O Kindle 2 passa páginas 29% mais rápido, e conta com uma ferramenta que permite leitura auditiva.Tem variações em cor cinza para facilitar a leitura e apresentação de fotos.
Há um link no site Amazon que diz: “Diga ao editor que eu gostaria de ler este livro no Kindle”. O mundo editorial está tomado por sérias dúvidas em relação ao Kindle e aparelhos deste tipo. O hábito de julgar as pessoas pelas capas de seus livros é antigo e consagrado. E o novo leitor eletrônico é o equivalente tecnológico de um embrulho de papel pardo.
Para alguns editores e amantes de livros, há uma coleção de motivos para desaprovar o Kindle. As editoras não sentirão mais o impacto que acontece quando um viajante vê alguém lendo um livro: “Eu estava pensando em ler este livro”. E procurar rapidamente uma livraria. Como será a remuneração das editoras? E as dedicatórias com autógrafos? Como ficam? E os que procuram as primeiras edições? Como remunerar os autores?
A Amazon, em lugar de ser verbo – glogar, por exemplo – prefere que seus produtos se tornem substantivos: “Você já comprou o novo Kindle?”. Mas a grande inovação do Kindle é sua conexão sem fios. Graças à rede de teles da operadora norte-americana E-Start de telefonia, o Kindle sempre estará em casa, no trabalho ou mesmo a milhas de distância.
Serviço similar para um laptop custa, nos EUA, US$ 60. Mas a Amazon paga a conta do Kindle na esperança de que você compre o livro espontaneamente. Fora do Brasil, as vendas de livros eletrônicos crescem muito. Inclusive como símbolo de status. O mercado se expande e a modernidade cada vez se torna o que sempre foi: uma inovação, graças ao bom êxito na tecnologia.
Aqui no país existe uma editora de livros eletrônicos, a Mojo, mas somente publica livros baseados
Uma frase do novelista Chris Clale, que escreve uma coluna para o jornal The Guardian, diz algo definitivo:”Generalizando, quem não gosta de livros não gosta do Kindle. Adoro meu leitores e quero que leiam as minhas coisas.Eu escreveria a mão para eles se fosse necessário.”

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