Toda a história tem um preâmbulo. Esta começou em 1990, com a Guerra do Golfo, transmitida ao vivo pela CNN. E continuou com um estudante que gravou com seu celular, em
Trata-se de um bombardeio de informações, que a revista Veja colocou
É fácil gravar um vídeo e postá-lo na web. O You Tube, a página mais popular do gênero e que permite aos usuários carregar e compartilhar vídeos em formato digital, tem recebido constantes atualizações diretas de Gaza. O próprio governo de Israel criou um canal no site como uma forma de “contribuir para levar a mensagem do país ao mundo”, segundo as Forças de Defesa.
Já do lado palestino, o jovem Sameh Habeet criou um blog (datatoday.blogspot.com) para abastecer o mundo com informações sobre a cidade de Gaza. Sem luz elétrica ou banda larga, o blogueiro posta as informações através de conexão discada. Na página, ele conta como os palestinos têm vivido desde que os conflitos tiveram início. Um exemplo é o da australiana Eva Bevoir, ativista dos direitos humanos, que sente horror ao ouvir o ruído de motores de aviões. Sua mãe já não sai do quarto, como se fosse um abrigo anti-aéreo.
Sem dúvida, dentro da terrível realidade, “os blogueiros da guerra” deixam uma lição. Esta nova forma de comunicação – mais direta e onde cada pessoa conectada tem um papel mais importante dos dois lados – não tem volta: ninguém mais vai querer esperar pelas antigas centrais ou agências de notícias. A fonte pode ser um palestino em meio ao calor da guerra, da mesma forma que um israelense, indignado com o Hamas, transmite diretamente suas versões. Ganha a informação, verdadeira, sem filtros ou manipulações. (Com iMasters).

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial