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Só sei que nada sei

Esta semana, aqui na redação do Coletiva, diante daquelas surpresas de descobrir que uma colega jornalista conhece uma amiga (hoje quase formada em Jornalismo) …

Diante deste Tsunami que é a crise mundial que estamos começando a vislumbrar, sou obrigado a reconhecer que não tenho condições de fazer previsões a respeito do cenário que se vislumbra. Na realidade, nem eu nem os grandes experts do cenário econômico sabem: ninguém sabe é nada.

Sim, há alguns futurólogos. O que ocorre é que as causas são tão novas, tão surpreendentes, como se fosse uma doença nova. Se é realmente nova, os métodos de combate a ela ainda são desconhecidos. Não há como prescrever os medicamentos, pois o mal ainda não está totalmente diagnosticado.

Assim, há uma duplicidade de sentimentos: um, de angústia genuína diante de algo que parece se tornará muito sério; outro, de angústia frente ao desconhecido, este velho problema humano. Tememos o desconhecido. Quando o desconhecido ainda possivelmente atinge nossa vida cotidiana, pior ainda.

O velho desafio do desconhecido, é diante do que estamos agora. Nos causa muito medo, em um primeiro momento. Assim como foi o fogo, na época das cavernas. Os homens o temiam, queimou muitos deles. Assim é o cenário econômico atual. Porém, ao mesmo tempo em que temiam o fogo, estavam fascinados por ele. Queriam descobrir como funcionava. Da mesma forma estamos hoje: o desafio é conseguir fazer o diagnóstico e atuar diretamente na correção e cura. Este caminho não se mostra lá muito fácil de ser encontrado e percorrido, ao menos neste momento.

Aos saltos, vamos levando a vida: são compreendidas e passam a ser utilizadas as células-tronco, o que significa um avanço sem precedentes na ciência e na vida humana. Ao mesmo tempo, a Natureza vai mostrando sinais de fadiga com o aquecimento global, passando a produzir tornados, tempestades, chuvas e outras manifestações que nunca antes foram vistas(ao menos com tal intensidade).

E assim segue a vida humana: de repente, estamos séculos à frente, desenvolvidos. Quase que simultaneamente retrocedemos, de forma semelhante aos homens das cavernas. Qual destes é o ser humano? Os dois. Teremos que encontrar o tão falado equilíbrio, que é a virtude e fica no meio.

Autor

Maristela Bairros

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