O bordão disseminado pela Rede Globo instalou-se agora a todo o vapor na cadeia publicitária, envolvendo empresários, agências e veículos. E o Brasil é o sexto maior mercado do mundo em internet, primeiro na América Latina, com cerca de 50 milhões de usuários conectados à rede. Conforme o método estatístico utilizado, numa flagrante contradição, os investimentos publicitários em internet não passam de 3% a 3,77% no bolo total.
Uma receita extremamente válida, porém muitas vezes esquecida, é que a internet deve valorizar o conceito criativo estabelecido pelo offline. Fazer um planejamento de mídia equilibrado é imprescindível para uma boa interação. As empresas destinam partes consideráveis de seus orçamentos para mídias offline, relegando a online a segundo plano. Neste caso, todo o cuidado é pouco: se o objetivo for realmente integrar, orçamentos “desequilibrados” já cortam pela raiz este objetivo.
Mas a receita não vale somente para a mídia. Os chamados “criativos” devem ter consciência para qual veículo estão trabalhando. A uniformidade de uma campanha não significa a existência de uma mídia principal. Devem ser pesadas na mesma balança para todas as mídias. Somar forças e não desperdiçar.
Um dado interessante: 32% dos usuários navegam todos os dias, 19% navegam todos os dias úteis, 12%
Para qualquer planejamento de mídia deve-se considerar-se que “a classe C entrou no paraíso do consumo”. Os mídias preocupam-se com isto. Quem vai consumir acredita no seu poder de compra. Segundo o relatório Nielsen, 87% usam o dinheiro disponível para pagar dívidas, 60% compram aparelhos eletrônicos, carros e celulares, 54% poupam e guardam dinheiro, 50% compram produtos não usuais, 37 % trocam as marcas por outras mais caras,e 11% compram viagens, assinaturas de TV e acesso à internet.
A resposta para o título “você decide” pode ser muito simples: talvez exigindo um pouco mais de trabalho, integre as mídias. (Com informações da www.br.nielsen.com e www/jumpec.com.br.)

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