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1) As mil faces de Bill Gates

Quer ver um filme? Diga ao seu celular “cinema” e ele responderá, na tela, os endereços mais próximos. Depois de escolher algum, fale alto …

Quer ver um filme? Diga ao seu celular “cinema” e ele responderá, na tela, os endereços mais próximos. Depois de escolher algum, fale alto e bom-tom o número de ingressos, o nome do filme e o horário. Pronto, bastou clicar um botão e os ingressos estão comprados. Passou em frente ao teatro e quer descobrir a programação? Basta apontar a câmera do aparelho para o lugar e obter, em instantes, a relação dos espetáculos da casa.

Estas são algumas das inovações previstas por Bill Gates, fundador da Microsoft, durante sua tradicional apresentação de abertura na Consumer Eletronics Show, que se realiza no primeiro semestre de cada ano. É a maior feira de eletrônicos ao mundo, na avaliação da Uol Teconologia, que ocorre sempre em Las Vegas.

As previsões de Gates

Segundo Gates, o caminho da tecnologia é servir como uma espécie de “memória digital” integrada a tudo à nossa volta. Para isso, o computador terá de sair cada vez mais de si mesmo, seja em salas de projeção em qualquer superfície, dentro do carro, na TV ou no celular. “Toda a mídia e o entretenimento serão dirigidos pelo software”, disse.  E mais do que isso: “os aparelhos saberão o contexto do usuário”. Para tanto, a tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global) tem um papel fundamental, diz Gates.

Refinar a voz

Durante a apresentação de Gates, Robbie Bach, presidente da Divisão de Entretenimento e Aparelhos da Microsoft, demonstrou a tecnologia Telime, que refina os resultados de busca de voz via celular de acordo com a localização geográfica do usuário.  O sistema já está disponível em telefones da AT&T e da Print nos EUA. Será integrado às próximas versões do Windows MobileT&TE e Sprint naquele país.

Novas interfaces

Com a popularização de novas formas de integração com os computadores, Gates prevê a extinção do teclado e do mouse, que serão substituídos por telas, sensíveis ao toque, a comandos de voz. E aqui entra novamente o celular. Gates e Bach demonstraram uma possível aplicação capaz de reconhecer rostos e até edifícios, num teatro ou hotel, por exemplo.

A tecnologia impressiona, mas não é mais do que uma possibilidade, por enquanto. Apesar dos celulares exibidos nos telões, Gates segurava um aparelho maior que os primeiros celulares “tijolões” e com “fio”. Além disso, este tipo de aplicação também exige um mercado em que a Microsoft está cada vez mais de olho – a publicidade. A estimativa é a de que a publicidade móvel vai movimentar mais de USS 11 bilhões até 2011.

2) Hackers chineses no Pentágono e na Casa Branca

Sim, e há um bom tempo, a julgar que, no Fórum de Discussão da China – Eagle chinesa, lê-se um documento da Marinha americana publicado recentemente e colocado online, e que havia sido desviado em 2001. Por sua vez, a Honkers Union of China, segundo a imprensa oficial, havia encerrado suas atividades em 2005. E os hackers vangloriaram-se de, em maio daquele ano, terem penetrado em um site da Casa Branca.

Eles têm por nome Red Hackers of China, China Eagle Union, Green Army Corps, Hackers Union of China. Desde o final dos anos 90, esses grupos de jovens hackers (piratas informáticos) tornaram-se exímios praticantes da intrusão informática e da alteração dos dados da Web. Em inúmeras ocasiões, os Estados Unidos, Taiwan e o Japão foram vítimas destes ataques.

Ataques de desordenados? Em 1997, esses ataques alvejaram o Japão, sob o pretexto de comemorar os 60 anos do início da guerra sino-japonesa. E depois, em 1998, a Indonésia onde ocorreram motins contra a China. Durante a eleição presidencial de Taiwan, os ataques se concentraram nesse país. Para se diferenciar de simples piratas, esses estudantes designam a si mesmos pelo nome genérico “hong-kers” (hong significa vermelho em chinês).

A virulência desses ataques vem preocupando há muito tempo os Estados Unidos. Em artigo de agosto de 2006, a revista Government Computer News dedicou um extenso artigo aos ciberataques chineses que vêm sido desfechados desde 2000 contra o Departamento norte-americano de Defesa. O fenômeno seria um reflexo da tomada de consciência pelo exército popular chinês de que as tecnologias de informação são essenciais em caso de conflito.

As diferenças – “Diferentemente dos nossos homólogos ocidentais, que são individualistas ou anarquistas, os hackers chineses têm motivações políticas, isto porque isso constitui um meio para eles protestarem em relação às questões internacionais”, explicava, numa entrevista concedida ao “South China Morning Post” em 2005, Tao Wan, criador da China Eagle Union, que congrega a disciplinada nuvem de hackers chineses.

Atualmente, Tao Wan coloca-se na posição de um veterano de guerra e  que a organização se dedica essencialmente “à  promoção da segurança informática da China”. E continua: “A China ainda se encontra em fase de aprendizagem, porque provém do exterior equipamentos no campo da internet”.

Hackers ativos – Num país onde um grande número de sites tem sido fechado, aqueles dos “hackers vermelhos” permanecem muito ativos. Neles, a retórica nacionalista é sempre amplamente presente, mesmo se em suas páginas os seus autores deixaram de descrever as campanhas contra alvos precisos, como em 2000.

Por razões de natureza diplomática, os hackers na China têm se mostrado mais discretos – o que talvez possa explicar por que os Estados Unidos passaram a atribuir diretamente ao Exército Popular da China as intrusões recentes na Casa Branca e no Pentágono.

Autor

Iara rech

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