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China?! China?! Agora é a arte

Atualmente os artistas chineses são os novos astros dos leilões internacionais, procurados pelas tradicionais Sotheby”s e Christie”s de Londres. Um exemplo recente deste fenômeno …

Atualmente os artistas chineses são os novos astros dos leilões internacionais, procurados pelas tradicionais Sotheby”s e Christie”s de Londres. Um exemplo recente deste fenômeno foi a venda de um quadro do pintor Yue Minjun, “O Papa”, mostrando um Yue gracejante vestido como prelado, na Sotheby”s em Londres, em junho passado, por US$ 3 milhões. Algumas semanas depois, o trabalho “Execução”, que faz alusão ao massacre na Praça da Paz Celestial em 1989, foi vendido por mais de 4,3 milhões de euros. Liberados pela abertura chinesa, os artistas se revelaram, como conta o Daily News.

Eles dão a si próprios nomes como Xiamen Dafda, ou Grupo de Artes do Norte. E fazem coisas que anteriormente seriam tidas como inimagináveis no cenário artístico da China. Eles lavaram jornais em máquinas a fim de construir tumbas chinesas tradicionais com a polpa resultante. Queimaram em público seus trabalhos e simularam suicídios como “happenings”. Um deles chegou a passar quatro anos desenhando arduamente em papel símbolos chineses que vieram puramente de sua imaginação- nenhum deles existe sequer de verdade.

Não mais operários indômitos

Enquanto o Partido Comunista Chinês, conta o jornal, afastava-se vagarosamente da economia planificada, diversos artistas foram expostos em Nova York, Berlim, Paris e Tóquio. Seus autores viajaram ao exterior e começaram a trazer outras idéias sobre o  que estava acontecendo lá fora. Até aquele momento, pintores e escultores eram, em sua maioria, funcionários de universidades, do exército, de membros do Partido Comunista.

De repente, os artistas que estavam acostumados a criar trabalhos com temas como operários indômitos, chaminés fumacentas ou mulheres dóceis passaram a fazer experiências com novos tópicos e técnicas. Não são só os estrangeiros que estão inflacionando os preços, mas também os novos ricos chineses. “Os novos migrantes de três gargantas” foi recentemente arrematado por 2,2 milhões de euros em Pequim.

Como jogadores de futebol

Os craques de futebol brasileiros que costumam sair de favelas e, repentinamente, se vêem milionários, fazem compras suntuosas. O mesmo está acontecendo com os artistas chineses. Muitos deles, outrora paupérrimos, possuem mansões e grandes carros. E uma novidade: dão as tintas gerais do trabalho e deixam o restante a assistentes. Mesmo assim, as obras têm filas de compradores à espera.

Na entrada dos estúdios, mais de uma dezena de seguranças de terno, gravata vermelha e corte de cabelo curto estão de alerta, como se aguardassem uma revista à tropa. Nada disto. É que a arte moderna chinesa tornou-se tão valiosa que precisa ser muito bem guardada.

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Autor

Iara rech

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