Dezesseis anos depois da primeira conexão da internet no país, quais as conseqüências das sangrias que a falta de capital de risco trouxe à nova geração de empreendedores online que tentaram abrasileirar a Web 2.0?
Mais acostumada com tecnologia, com um perfil mais jovem, inspirada em modelos internacionais e, mais importante, tão imatura quanto os primeiros investidores, a nova geração de empreendedores encontra um mercado não tão repulsivo a projetos online. Mas compete pela atenção com tantos outros serviços internacionais em um mercado muito mais aberto.
Quem está ganhando a corrida?
Onde estão os responsáveis pelas primeiras tentativas de internet no Brasil? Entre alguns que se renderam aos grandes portais e outros que se envolveram em negócios distantes da Web, como bebidas alcoólicas e negócios imobiliários, um deles está na frente e dentro do mercado.
No meio de uma geração com idade média de 30 anos, e pouca experiência como empreendedores, Guilherme Arantes, Edson Romão e Roberto Iezuka são os irmãos mais velhos da web brasileira. Não que a idade seja limitante, segundo Coelho, presidente da Aprex: “Quanto mais trabalhamos, mais vemos como a internet está apenas no começo. Temos uma visão clara de que muita coisa que foi feita online é experimental e o comercial ainda está por vir”.
A experiência de cada um
Experiência para fazer uma análise mais profunda os três têm. Coelho foi locutor da 89FM por cinco anos – fez com que a produtora criasse o RockWave e se propusesse a transmitir o sinal da estação pela internet. Romão foi a ligação como diretor comercial do provedor STI. Foi Romão que procurou Coelho nos EUA, onde trabalhava num laboratório de provedores.
Quase dez anos depois da transmissão brasileira de rádio online, o pacote corporativo da Aprex conta com softwares para gerenciamento de eventos, formulação de campanhas, armazenamento de dados e ferramenta de e-mails. Em um ano atraiu 20 mil usuários e foi citada pela revista americana Business 2.0 “como um dos 50 serviços da Web fora dos Estados Unidos que vale a pena acompanhar”.
Uma carreira internacional
Segundo a revista, a Aprex recebeu contatos de interessados em uma expansão para fora e não descarta a hipótese de estrear internacionalmente. O clima, porém, é de calma, pelo que se depreende das declarações de Coelho: “Temos um plano de negócios que estamos seguindo à risca. Não vamos nos influenciar pela indicação da Business
Até agora, esta filosofia de negócios tem dado muito certo para a Aprex.


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