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Os blogs estão sendo censurados

“As pessoas aprenderam uma lição para o futuro”, diz Tim Ireland., um consultor de marketing on line em Londres. “É por isto que estamos …

“As pessoas aprenderam uma lição para o futuro”, diz Tim Ireland., um consultor de marketing on line em Londres. “É por isto que estamos na luta. Pode acontecer com qualquer um em qualquer país.” O estopim da crise, equivalente à censura na Internet,  que traumatizou a Inglaterra e estendeu suas ondas até os Estados Unidos, Canadá e Austrália (que já tentaram calar blogueiros) foi o blog do ex-embaixador da Grã-Bretanha no Ubequistão, Craig Murray. Nele fazia observações consideradas desabonadoras sobre Alischer Usmanov, um magnata de mineração daquele país.

Mais irritado ficou ainda Usmanov quando, nas buscas no Google sobre seu nome, as observações de Craig apareciam em primeiro lugar. A firma de advocacia de Londres, Schillings, especializada em entretenimento e mídia, revidou o ataque com advertências legais ao provedor de internet do blog, Fasthfosts, exigindo a eliminação da publicação em 24 horas. A vitória foi simples, declarou uma advogada da empresa. Depois de cáusticas negociações, fez efeito a ameaça de cortar a publicidade  do blog de Craig. O provedor retirou-o  do ar.

À procura da defesa

Os blogueiros britânicos são especialmente vulneráveis porque uma decisão jurídica determinou que são os provedores  que devem decidir sobre quem está dizendo a verdade. “É uma coisa que os provedores têm que verificar como parte da administração de suas empresas”, diz  Brian Ahearne, porta-voz da Associação dos Provedores de Serviços de Internet. “Não podemos ser juiz e júri ao mesmo tempo.”

Algumas firmas de advocacia adotaram uma abordagem ainda mais direta, ameaçando os blogueiros com advertências legais ríspidas. A Associação dos Provedores está agora disposta a conseguir a revogação da lei que  os torna responsáveis pelo conteúdo dos blogs.

O Sinal de importância

Richard Brutton, um escritor escocês que tem dois blogs, recebeu ameaças jurídicas devido a comentários críticos de visitantes de seus blogs, onde resenha produtos, desde videogames até assoalhos de bambu. Brutton e o blogueiro Tim Ireland disseram que as empresas se mobilizaram para agir porque os blogs apareceram com os primeiros resultados de pesquisas. Este foi o caso dos comentários cáusticos de Murray sobre Usmanov, que surgiram no topo da lista do Google no resultado em busca com o nome do bilionário. Brutton faz uma constatação que o caso Usmanov tornou mais evidente: “Isto representa  a importância crescente dos blogs  dentro da mídia”.

Autor

Iara rech

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