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Harry Potter estimula a Literatura?

No final deste mês será lançado o sétimo e último livro (segundo a escritora) da série Harry Potter– “Harry Potter e as Relíquias da …

No final deste mês será lançado o sétimo e último livro (segundo a escritora) da série Harry Potter– “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Espera-se, como sempre, a grande fila de aficionados frente às editoras. Já foram vendidos 325 milhões de exemplares dos volumes anteriores, mas persiste uma pergunta formulada desde que a série passou a ser um sucesso: ela criará o hábito da leitura em crianças e adolescentes, fazendo-os ingressar definitivamente no templo da Literatura?

A resposta à pergunta está em alguns aspectos – é difícil uma conclusão imparcial e definitiva – na revista  Cox Magazine – favorável – e no New York Times – que levanta restrições. Por sua vez, Collete Bancroft, editora de livros da Time, afirmou que estará nos primeiros lugares da fila, tal sua admiração pela série.

Segundo a Vikipédia, Potter segue sob uma longa tradição traçada na literatura infantil inglesa, o ambiente dos internatos, um gênero da era vitoriana. Mais adiante, similarmente, destaca-se “Tom Brown Schooldays”, de Tomas Hugues. J.k. Rowling, autora da série, confessa e cita sua admiração por estes escritores, mas tem um universo próprio com seus entes fantásticos, como dragões, fênix e hipógrafos. A Folha de S. Paulo está fazendo uma enquete para saber “se o bruxinho voltará”. Até agora deu empate. Apresentamos aqui, para melhor ,julgamento, alguns dos textos de duas publicações que dedicaram-se ao tema Harry Potter.

COX MAGAZINE

  • O entusiasmo existe, especialmente dos oito anos em diante, até os jovens adolescentes. Heaet Rezabez, coordenador de adolescentes da Biblioteca Pública de Austin: “Os adolescentes em geral relutavam em ler porque eram velhos demais para livros de figuras e jovens demais para livros adultos. Creio que Harry Potter preencheu esta lacuna”.

  • A fome crescente das crianças  não passou desapercebida pelas editoras, diz Meghan Deitsche, compradora de livros infantis da Book People. “Não é somente a vontade das crianças de ler, as pessoas estão mais interessadas em escrever”.

  • Austin Ward, 16, foi fisgado por Harry Potter quando o primeiro da série foi publicado. “Foi o primeiro livro que me lembro de ter ficado a noite inteira para ler”, disse ele. Enquanto esperava o próximo volume, começou a retirar outros da biblioteca. Ele segue as recomendações dos amigos e listas de leitura recomendadas para decidir o que lerá a seguir. “Se você tem amigos que lêem e podem  dizer quais os livros realmente bons, isto ajuda muito”, disse Austin, que é voluntário na Biblioteca Pública de Austin.

  • Sua irmã, Christina Ward, gosta de livros de fantasia, mas prefere trocar informações on line com as amigas sobre a série que está assistindo : “Não tenho preferência especial pela série de livros e filmes de Harry Potter”, afirmou.

THE NEW YORK TIMES

  • Mas se mantendo fiel aos próprios romances de tramas complexas, a verdade sobre Harry Potter e a leitura não é de sucesso tão clara. De fato, à medida que a série se aproxima do final, muito lamentado, as estatísticas federais mostram que o percentual de jovens que lêem por diversão continua caindo significativamente à medida que as crianças crescem, quase na mesma taxa do surgimento de Harry Potter.

  • Os educadores concordam que a série não é capaz de fazer o trabalho sozinha. “A menos que haja andaimes para crianças – um adulto gritando “eis aqui o próximo!” – não vai acontecer o hábito da leitura”, disse a escritora Nancie Atwell, especialista em leitura infantil.

  • Neema Avashia, professora de inglês, disse ser raro a série Harry Potter atrair seus alunos: “Eu tenho muitos livros na minha biblioteca e Harry Potter realmente não reflete nas minhas crianças”.

  • Alguns especialistas em leitura dizem que estimular crianças a lerem ficção é uma meta equivocada. “Se você olhar o que a maioria das pessoas precisa para ter sua ocupação, não há narrativa nenhuma”, analisa o professor Michael L. Kamil, da Universidade de Stanford. Professor de educação, diz: “Eu não quero negar a necessidade de ler histórias e literatura, mas nós as incentivamos de forma demasiada”.
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Autor

Iara rech

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