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Propaganda e aquecimento global

A Lehman Brothers declarou ao repórter do “Financial Times” que, apesar da mudança climática poder ser uma força se movendo lentamente, os preços dos …

A Lehman Brothers declarou ao repórter do “Financial Times” que, apesar da mudança climática poder ser uma força se movendo lentamente, os preços dos ativos mudarão acentuadamente. “A ameaça às economias, aos mercados e investimentos é clara.”

A Toyota fez investimentos substanciais em carros híbridos, embora não os tenha propagandeado suficientemente. A propaganda e a publicidade terão que mudar seus enfoques. Afinal, não deverá demorar muito até que as questões de mudança climática afetem a lucratividade das empresas de petróleo e gás, grupos de mineração, construtoras, serviços públicos, companhias aéreas, indústria automotiva e seguradoras. Esta opinião é compartilhada pelos bancos de investimento ingleses e americanos.

PRIMEIRA BAIXA

A Lehman disse que o setor automotivo europeu poderá ser a primeira baixa da mudança climática, alertando que a lucratividade do setor “poderá sofrer muito nos próximos cinco anos”. Ele sente que o setor pode transformar-se em um bode expiatório político pelo fracasso em atender às metas de emissões de carbono em 2008.

Por outro lado, as empresas de bens de capital, que fornecem instalações e equipamentos para o setor de geração de energia, provavelmente se beneficiarão, segundo Lehman: “As principais beneficiadas serão as tecnologias nuclear, eólica e as tecnologias emergentes, incluindo gaseificação do carvão e armazenagem de energia em escala industrial”. Outros setores poderão ser atingidos, como o do cimento, que representa 5% das emissões globais.

SERIEDADE

Alguns grandes grupos estão tratando do assunto seriamente. A Tesco faz investimentos substanciais em carros híbridos, da mesma forma que a Toyota. Como notou o Citigroup, algumas medidas com os gases responsáveis pelo efeito estufa não são necessariamente verdes: “Usinas nucleares são fontes de eletricidade totalmente livres de carbono, mas produzem lixo radiativo que precisa ser armazenado por milhares de anos. Óleo de palma e cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis ameaçam o habitat de espécies que podem rarear em algumas partes do mundo, como os orangotangos da Malásia”.

Autor

Iara rech

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