O Portal Terra é uma das mais importantes fontes de informação nestes tempos em que, principalmente para quem trabalha com comunicação, é rotina minimizar a tela e dar uma espiadinha nas notícias quase de minuto em minuto. Exemplar, mesmo assim, o Terra não escapa de erros que, muitas vezes, nos levam ao riso. Na quinta, dia 14 de setembro, um título anunciava “Mulher mata companheiro enforcado em Torres, no RS”. Ou seja: a mulher enforcou o sujeito. Mas o título gera aquela confusão óbvia que gera deboche, já que, da forma como foi construído, dá a entender que o cara foi “morto” quando já estava enforcado.
A revista Língua Portuguesa dedicou, há algum tempo, deliciosas páginas sobre estas escorregadas, destacando o caso do malandro que colocou placa fria no carro e foi preso porque escrevera “Frorianópolis”. Erramos muito, já disse isso antes por aqui, e o Português, mesmo para quem fez um bom e sólido curso “primário”, com professoras exigentes, atrapalha. Como jornalistas, temos obrigação maior que qualquer um de escrever corretamente. Ou, pelo menos, dar informações corretas. Nem sempre acontece. Muitas vezes, um segundo de vacilação e pronto, lá se vai o release com um erro miserável, para ser motivo de, no mínimo, riso no seu destino.
Caso de troca de araras por papagaios, silício por silicone, foto de Dida no lugar de Cafu, ascendência por descendência, primatas por roedores (no caso dos lêmures), abutre por falcão, F5 por Mirage, e, claro, cidades que ficam num país e terminam sendo colocadas em outros.
Erros acontecem. Não há publicação imune a essa praga. Trabalhei em um jornal em que se tentava ter erro zero, cada falha voltava da direção circulada com caneta vermelha, até pontuação negativa foi criada para cada autor de besteira, diariamente. Não resolveu. Nem será resolvido. Importante, então, é aceitar esta tendência para errar e, humildemente, tornar públicos erro e correção. E, nos textos, como na vida tentar aprender com isso. O que é realmente difícil.
