Uma promessa não cumprida é uma ameaça permanente. Felipão, após conquistar diferentes títulos em sua carreira, logo que chega ao Brasil vai direto ao Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio, na Serra gaúcha. Certamente ele vai até lá para agradecer mais uma conquista e para cumprir (imagino eu) e pagar alguma promessa. Para ele, já deu para ver, é literalmente sagrado.
Pois pagar promessas (embora este termo esteja muito atrelado à religião), não é uma atribuição exclusiva de fiéis. Pagar promessa, fora da esfera religiosa, deveria ser uma obrigação de todos.
Quando um homem e uma mulher namoram, estão acenando com promessas. Ele, gentil e sedutor, atencioso e carinhoso. Ela, idem. Se, após o casamento, os anos de convivência fazem com que deixem de dedicar a mesma atenção, carinho e delicadeza que nos primeiros tempos do relacionamento, uma promessa está sendo descumprida. É a promessa que um faz ao outro de “eu sou e serei assim”. E isto é tão sério que o padre, numa cerimônia de casamento, ainda pergunta: “Promete amá-lo (a) e respeitá-lo (a) em todos os dias da sua vida, até que a morte os separe?”. E raríssimos são os casos em que um dos pares diz “não”. Apesar de jurarem este amor e respeito até o final dos seus dias, muitos casais se esquecem da promessa e não a cumprem.
Prestadores de serviços (encanadores, sapateiros, pedreiros) prometem pontualidade (tanto quando é marcada uma data para o serviço ou para o orçamento) e serviço de qualidade. É uma promessa que muitos, mas muitos mesmo, não cumprem. Não chegam no horário marcado para fazer o orçamento (ou sequer aparecem ou ligam para avisar que não irão), deixando-nos feito bobos esperando alguém que nunca vem. Nós nos preocupamos em estar em nossas casas no horário marcado, transferimos ou adiamos compromissos. Para esperar, esperar, esperar… Outra possibilidade é a entrega fora do prazo. O sapateiro (e isto já me aconteceu diversas vezes) prometeu o sapato consertado para a segunda-feira, às 18h. Quando chegamos lá, ele nem sabe qual é o par de sapato, até que o localizamos (nós, porque ele não o acha), em uma prateleira. Ele diz, então, que fará o serviço para amanhã, “sem falta”. Outro descumprimento de promessa. E não são só sapateiros: são eletricistas, empresas de consertos em eletrodomésticos, eletrônicas, entre muitos outros.
As grandes empresas estão aprendendo a importância de cumprirem suas promessas. Quando tem alternativa, no caso de insatisfação, o cliente migra para a concorrência. Portanto, preocupam-se muito em entregar o que foi prometido, seja o objeto da entrega um produto, serviço, sensação. Neste quesito, sempre me chamaram atenção aquelas antigas lanchonetes em que, no cardápio ou em fotos colocadas nas paredes do estabelecimento, apareciam fotos de lanches belíssimos, bifes suculentíssimos. Porém, quando recebíamos o prato em mãos… que decepção… um bife anêmico e gorduroso, um lanche esmagado e sem graça. Quer maior descumprimento de promessa do que este?
Portanto, seja na vida religiosa, afetiva ou profissional, o cumprimento de promessas é coisa muito séria. Felipão não atingiu suas conquistas apenas fazendo promessas. Ele é a imagem do trabalho duro e da dedicação. Mas ele jamais deixou de cumprir suas promessas.
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