Recente pesquisa divulgada mostra que, apesar das mulheres estarem avançando na ocupação em cargos mais e mais importantes no mercado de trabalho, estão com um grande problema: a discriminação.
A cultura do ambiente de negócios e das organizações ainda é eminentemente masculina. Assim, para que obtenham sucesso, na realidade elas são forçadas a se adaptarem, ou seja, a se “masculinizarem”.
As mulheres(e a pesquisa confirma) são discriminadas como “seres inferiores”, com menor conhecimento e capacidade, mesmo que isto não condiga com a realidade. As seguradoras de automóveis já sabem que isto não é realidade, tanto assim que planos de seguros para mulheres motoristas são mais baratos do que para homens.
Caso a mulher ascenda profissionalmente e seja bonita, então, é o caos. Dizem que só conseguiu chegar lá porque transou com o diretor, só porque é gostosa e coisas do gênero.
Mesmo que a época do Women´s Lib já tenha passado, acredito que haverá reação. Homens e mulheres têm características de comportamento muito distintas, na vida pessoal, afetiva, familiar e, como era de se esperar, profissional. Mulheres normalmente são mais agregadoras, ao passo que homens, mais competitivos entre si. Mulheres tendem a formar equipes mais integradas, ao passo que homens tendem a ter um comportamento mais individualista e agressivo. Ao longo de toda a história da humanidade foi assim.
Mas me parece que já está na hora de mudar o ambiente das organizações. O foco de todas as empresas hoje está nos seus colaboradores e vivemos um momento de mudança interna destas empresas. Embora o ambiente de negócios seja efetivamente dinâmico, suas práticas acabam se revelando conservadoras. Mas, por mais conservadoras que sejam terão que, como nós, homens, vergarem-se à importância, inteligência e capacidade das mulheres.
Em um mundo como o que vivemos, tão plural e multifacetado, cheio de tribos, pensamentos e idéias, não cabe mais uma postura machista dentro das organizações. Muitas empresas já estão implementando mudanças, permitindo maior flexibilidade em termos de postura, pensamento, comportamento e participação de seus funcionários. Mas isto é apenas o começo, o primeiro passo.
Talvez não seja eu quem venha a ver esta mudança, mas os das próximas gerações. Mas ela deve começar. Mais do que isto, precisa começar, pois ela está batendo à porta das organizações e quer entrar.
Uma única ressalva: mudar não significa bagunçar. Os objetivos das organizações devem sempre estar em primeiro plano, sejam eles quais forem: organizações com fins lucrativos, sem fins lucrativos, governamentais, etc. Caso contrário, corremos o risco de criar um caos vazio.
Campus e Bookman
Nesta semana, não recebi lançamentos das editoras, mas convido os leitores a visitarem os sites e conhecer os melhores livros de negócios do Brasil:

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