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Disfarce tecnológico

      Vivemos em uma sociedade que valoriza acima de muitas coisas o aspecto, o visual, a aparência. Assim, não é de se estranhar que em …

      Vivemos em uma sociedade que valoriza acima de muitas coisas o aspecto, o visual, a aparência. Assim, não é de se estranhar que em inúmeras ocasiões a embalagem (embalagem de modo genérico, podendo ser efetivamente uma embalagem, um terno ou recursos tecnológicos, por exemplo) ganhe mais importância do que o conteúdo.

      Não tenho nada contra a estética e a forma, contanto que ela não sirva de disfarce para a incompetência. Em recente artigo, o diretor de planejamento da SLM Ogilvy, Eugênio Lummertz, fala do “planejamento” do Power Point. As pessoas se utilizam da ferramenta Power Point, tentam impressionar com os recursos que o software disponibiliza, incluem, como o próprio Eugênio diz, uma ou duas frases de efeito, de preferência em inglês e voilá, está feito um planejamento estratégico. Se sabe porém, que (em especial) planejamento não é forma, mas conteúdo.

      Mesmo a propaganda, que é uma atividade que envolve muito impacto visual, se não for trabalhada de forma consistente, será uma mensagem vazia e ineficiente.

      Antes que o Bill Gates me ligue fazendo ameaças, quero deixar claro que não tenho nada contra o Power Point(ok, Bill?). Muito menos contra belos ternos, belas fotos e até mesmo pessoas bonitas. Muito pelo contrário. Imagens bonitas são colírios para os olhos de qualquer um. O que acho altamente nocivo é esquecermos do conjunto da obra, priorizando somente um dos aspectos.

      Na realidade, estou cansado de imagens sem conteúdo. Daquelas que a gente aperta e não sai nada. Espreme e sai ar. E isto se aplica a projetos, pessoas, produtos e a tudo na vida. Precisamos incluir um pouco de reflexão no nosso dia-a-dia, sob pena de ficar admirando a bunda da Sheila Mello, babando, babacas. E achar que a vida é só isto. Nada contra a bunda da Sheila Mello(muuuuito pelo contrário), mas a vida é muito mais do que isto, mano. Nosso maior trunfo é a inteligência e a capacidade de criar, inventar, raciocinar e evoluir. Esta é grande imagem, a síntese da existência humana. Não vamos ficar só olhando.

Livros

Campus

www.campus.com.br

      Criando Colaboração Produtiva, de David Straus, 256 páginas. As grandes organizações dependem cada vez mais de trabalho em equipe. E o autor se dispõe, utilizando sua experiência profissional(atuou em empresas como Ford Motor, Harvard Business School Publishing, Boston Public Schools) a mostrar como a colabração pode se tornar um prazer, e não um fardo.

      O Modelo Fleuriet, de Michel Fleuriet, 192 páginas. A obra é um modelo de gestão financeira desenvolvido especificamente para a realidade das organizações brasileiras. O autor provocou uma mudança na análise contábil, introduzindo muito mais dinamicidade na gestão financeira e contábil das empresas. Está focado basicamente em dois tópicos: Necessidade de Capital de Giro(NCG) e Efeito Tesoura. Um tema árido, porém indispensável nos dias de hoje e tratado de forma arejada e direta.

Bookman

      Não recebi lançamentos da Bookman nesta semana. Com certeza está tirando do forno mais alguns títulos de excelente qualidade, que em breve divulgarei aqui. Por ora, convido os leitores a visitarem o site e conhecerem várias publicações com a qualidade Bookman: www.bookman.com.br.

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Autor

Flavio Paiva

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