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Coisas da imprença

      Outro dia uma repórter da Globo informou que o candidato Ciro Gomes havia desembarcado em Campo Grande “acompanhado da atriz Patrícia Pillar”. Ou a …

      Da Zero Hora, de Porto Alegre, em “pirulito” semiclandestino num canto de página: Assassinado pelo rival em Canoas. Abaixo, o textinho esclarecia: “(…) Ele se encontra internado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em estado grave”. Segundo Janistraquis, este é um raríssimo caso de assassinado em estado grave, à espera das luzes da ciência (novembro de 1992).

Texto enrolado

      Nosso mais novo correspondente gaúcho, Marcelo Soares da Silva, de Porto Alegre, envia nota do Correio do Povo, pela qual é possível avaliar a escolaridade dos cartolas do futebol, empresários e (por que não dizer logo??) jornalistas. Ei-la: Gomes, caso complicado é o título; texto-charada: “O Cruzeiro quer Luís Fernando Gomes, diz que está tudo certo com o Internacional, mas que o empresário português Manuel Barbosa está complicando tudo. O Inter afirma que vende o jogador por 600 mil dólares, dos quais 400 mil ficam com o clube e 200 mil com o empresário. Manuel Barbosa, por sua vez, garante que é o contrário: ele fica com 200 mil e o Inter, com 400. Um caso muito complicado”.

Leiam, releiam e concluam: textinho enrolado esse do Correio, não? (junho de 1995)

Poste vs. Aids

      Título, digamos, priápico, do jornal gaúcho Zero Hora: Camisinhas em postes previnem contra a Aids. Perplexo, o leito Paulo Hebmuller escreveu a esta coluna: “Sempre pensei que a camisinha tinha que ser colocada em outro lugar”. Num país tão despreparado, Paulo, é sempre difícil saber o que fazer com uma camisinha. Um jornalista amigo de Janistraquis, por exemplo, engoliu duas. (março de 1994)

Confundindo

      Legenda de foto do Diário Catarinense: Casanova retrata a vida do maior amante do século 18. Acima, ao redor do piano de Dooley Wilson, encontravam-se Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Quer dizer: o redator, que não se pode chamar de cinéfilo, confundiu Casanova com Casablanca. Janistraquis comentou: “Isso, considerado, apesar do piano de cauda e do jaquetão do Bogart, que, sem a menor dúvida, inexistiam no tempo do Casanova…” A jóia pertence à coleção do leitor Arden Zylbersztajn. (março de 1995)

Dedicado a Daniel Japiassu (não errei o nome, esse é o filho)

([email protected])

Autor

Eliziario Goulart Rocha

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