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Cristiano Schein deixa a Competence e anuncia novo foco profissional a partir de 2026

Ex-CCO passará a concentrar sua atuação em modelos de criação integrados à execução, à tecnologia e à produção audiovisual

A partir de 2026, Cristiano Schein concentrará a atuação em projetos que aproximam ainda mais a ideia da entrega final - Crédito: Arquivo pessoal

Após um ciclo marcado por liderança e participação direta na construção de marcas e entrega de resultados, Cristiano Schein deixou a sociedade e o cargo de Chief Creative Officer (CCO) da Competence. A decisão marca o encerramento de uma etapa importante de sua trajetória profissional e o início de um reposicionamento que orientará seus passos a partir de 2026, com foco em modelos de criação mais conectados à execução, à tecnologia e à produção audiovisual.

Com mais de 15 anos de experiência como diretor de Arte e de Criação, Cristiano esteve à frente de projetos que tiveram a criatividade como eixo central das decisões estratégicas e dos resultados entregues aos clientes, ajudando a consolidar o trabalho da Competence. Segundo ele, o movimento acompanha transformações estruturais na forma como a Comunicação é produzida e consumida.

Para Cristiano, nada do que já foi construído se perde, mas, sim, se transforma. “A forma de fazer Comunicação mudou, as estruturas mudaram, mas a criatividade continua sendo o centro de tudo”, afirma.

Agilidade e complexidade

Sua nova maneira de atuar surgiu a partir de uma visão crítica sobre processos tradicionais ainda presentes no mercado, especialmente fluxos baseados em apresentações extensas e aprovações abstratas. Para ele, esse modelo já não acompanha a velocidade e a complexidade das demandas atuais das marcas. “O layout morreu. Hoje, a ideia vira protótipo em segundos e o protótipo vira resultado. O cliente precisa aprovar o que vê, não o que está prometido em um PowerPoint”, destaca.

Inclusive, é essa lógica que orienta os projetos desenvolvidos pela Moropolo, estúdio de Criação e produção audiovisual do qual Cristiano é sócio. A operação atua sob o conceito Quality Makers – que envolve a criação de produtos ou soluções de alta qualidade -, integrando Criação, Direção, Fotografia, som, narrativa e tecnologia em um único fluxo, com redução de etapas, custos e ruídos no processo criativo.

Outro pilar desse reposicionamento é o uso estratégico da Inteligência Artificial (IA). O criativo defende essa tecnologia como ferramenta de aceleração e escala, sem substituir o critério criativo e a sensibilidade humana. “A IA não é sobre criatividade nem sobre qualidade. Ela é sobre repetir, escalar e otimizar. O desafio é saber quando o prompt resolve, quando ele direciona e quando apenas repete o que já foi feito. Criatividade continua sendo treino, critério e dedicação”, explica.

Essa abordagem já vem sendo aplicada em trabalhos recentes para marcas como Zaffari e Cassol. Foram entregues projetos que combinam tradição, tecnologia e execução audiovisual para transformar rotinas cotidianas em narrativas simbólicas.

Novo foco

Sendo assim, a partir de 2026, Cristiano passa a concentrar a atuação em projetos que aproximam ainda mais a ideia da entrega final, atuando diretamente na concepção e execução de Software como Serviço (SaaS) – modelo de entrega de software pela internet por meio de assinaturas – como plataforma, além de imagens, filmes e narrativas de marca. “Não é um adeus à agência. É um reposicionamento profissional. Um caminho mais alinhado com o tempo que vivemos, onde criatividade e execução caminham juntas”, finaliza.

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