A segunda edição do ‘Monitor de Assédio Judicial contra Jornalistas’, projeto da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontou o avanço do uso do sistema de Justiça como forma de intimidar profissionais da imprensa. Entre 2024 e setembro de 2025, foram identificados 130 novos registros relacionados a práticas de assédio judicial contra jornalistas. O levantamento é realizado com apoio da Embaixada da França, do Instituto Betty e Jacob Lafer e em parceria com o Jusbrasil.
Lançado inicialmente em 2024 com 654 processos mapeados, o relatório atualizado amplia esse volume para 784 ações nos últimos 11 anos. O estudo também apresenta a lista dos chamados litigantes contumazes, pessoas e grupos que mais recorrem à Justiça para processar jornalistas de forma reiterada. O documento também apresenta tópicos como as características dos tipos de Comunicação alvo de assédio.
Quando agrupados, esses casos foram divididos pelas características em mídia ou veículo que foram alvos. No tipo de veículos, as empresas ou organizações de Comunicação representam 384 ações, enquanto no tipo de mídia, os textos demonstram 514 números de ocorrências. O relatório pode ser conferido em detalhes por meio do site da entidade.

