Tô vendo tanta gente desanimada com as eleições que fui contaminada. Parece que a pandemia nos deixou sem paciência e um tanto sem noção.
Não aguento ver o povo aglomerado, erguendo bandeira no semáforo, e o rádio anunciando candidatos o tempo todo. E nem me fale na quantidade de pessoas pedindo voto pelo WhatsApp. Por falar nisso, nunca tinha visto tanta gente mendigando voto.
Nas últimas semanas recebi pelo menos 15 mensagens deste tipo. Gente que eu nunca vi na vida pedindo voto, como se fosse meu amigo, meu irmão. Gente convidando para tomar cafezinho com candidato, gente pedindo voto em troca de um futuro benefício. Que canseira!
Por vezes me parece uma grande gincana, em que é preciso arrecadar votos em troca de pontos.
Mas, afinal, o que é uma eleição?
Não podemos desconsiderar o momento ímpar em que estamos vivendo. Será um pleito diferente, que precisará de organização, bom senso e paciência. E, claro, muita responsabilidade.
Nossa responsabilidade no domingo vai além do uso de máscara, álcool em gel e distanciamento obrigatório.
É preciso um pouco de atitude para pensar bem em quem iremos votar, porque não dá para se arrepender depois!
Um exercício interessante é tentar lembrar qual foi o último voto que você deu nas últimas eleições. Se estiver arrependido pela escolha, é bom pensar bem no que irá fazer no domingo. Se estiver feliz, pense novamente, avalie.
Estes últimos tempos têm nos mostrado que 1 voto faz diferença, porque muitos pleitos estão sendo decididos justamente por pequenas diferenças – vimos isso no caso dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil nas últimas eleições!
Mesmo se você estiver sem paciência com as eleições como eu, pense que sua escolha pode ser fundamental neste momento tão difícil no mundo e, em especial, no nosso país que mais parece um carro desgovernado.


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