A criatividade nos prega algumas peças ao longo da vida. Ela vem em momentos tão peculiares e desaparece, por vezes, naqueles em que mais precisamos. Foi o caso da coluna desta semana, que estourando o deadline eu ainda não tinha um rascunho sequer do que abordaria. Até que aprendemos a transformar as coisas. Hoje, vim falar sobre o que fazer quando temos uma página em branco e um compromisso firmado.
Tenho o costume de anotar no meu bloco de notas quando a inspiração bate, uma espécie de gaveta para me blindar de momentos. Já deixo o celular na cabeceira da cama porque são incontáveis as vezes que acordo de madrugada e preciso anotar o que está na cabeça. “Isso pode render”, eu penso, entre o sonho e a realidade. Fui abrir a tal “gaveta” e encontro uma anotação sobre a importância do ócio criativo. Aliado a isso, um incentivo do colega do Coletiva.net, João, para me inspirar na falta de criatividade.
Acho que a cabeça tem um botão de emergência quando misturamos muita coisa ao longo de apenas 24 horas. Ela alerta: quando a gente não tem tempo para não pensar, é o momento de refletir e encontrar um espaço de pausa. Senão pifa. E claro, dentro desse “HD” fantástico que chamamos de cérebro, tudo que compõe o nosso dia-a-dia acaba sendo contabilizado. Saber parar é necessário para seguir em frente.
Escrever é uma arte, uma vocação e uma responsabilidade. Colocar no “papel” o que nos vem à mente, em formato de opinião, é um desafio desde a primeira palavra até o ponto final. O registro é um fato, fica guardado e pode tomar proporções que fogem do nosso alcance. Então precisa de atenção sempre.
Aprendi a organizar os pensamentos em palavras chaves, por vezes. Facilita para quando vamos começar a escrever em tempos diferentes e também para organizar o raciocínio, sem perder o foco. Outras, basta um teclado e 10 minutos para que a ponta dos dedos transforme em parágrafos o que está dentro da mente e do coração. Hoje, precisei parar, concentrar, espairecer e encarar o medo da tela em branco. Ela assusta, mas a gente encara e se encoraja ao que sabe fazer de melhor: escrever! Que não tenhamos medo quando a inspiração falha ou quando parecemos estar dispersos. A gente sempre dá jeito!


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