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Enquanto a Covid diminui, a esperança aumenta!

A pandemia nos aproximou de muitos termos dicotômicos, em especial, os de intensidade como “diminuir” e “aumentar”. Desde o começo, passamos a analisar números. Aprendemos na prática que, conforme aumentava o número de mortos, diminuía a nossa liberdade. Nesse momento estamos vivendo um processo inverso. Conforme diminui o número de mortos, aumentaa perspectiva de normalidade.

Estamos vendo os indicadores de infecção por Coviddiminuírem e aumentar a flexibilização dos decretos municipais.

Conforme diminui a ocupação dos leitos hospitalares, aumenta a possibilidade de atendimento das cirurgias eletivas e das demandas reprimidas na área da saúde.

Felizmente está havendo diminuição do número de mortes e aumentando o percentual de pessoas recuperadas.

Conforme diminui a força dos negacionistas que divulgam Fake News, aumenta o número de pessoas que aderem à vacinação.

Com a vacinação crescendo, diminui o medo com a infecção no local de trabalho e aumenta o percentual de pessoas com comorbidade retornando aos seus postos.

Conforme diminui a tendência de medidas restritivas e de intervenção na economia, aumenta a motivação e o trabalho dos empreendedores. E quando diminui o risco de perdas do setor produtivo, aumentam a produção e as vagas de emprego.

Habituadas com os novos protocolos sanitários, as pessoas estão diminuindo o isolamento social, aumentando o consumo e as atividades de lazer. Diminuindo o risco de infecção, aumenta a vontade de fazer turismo, de passear, de viver e curtir.

Conforme diminui a sensação de insegurança com as aulas presenciais, aumenta o número de crianças voltando às salas de aula. E a diminuição das crianças e adolescentes em aula remota, aumenta a capacidade de compreensão das desigualdades educacionais geradas pelo isolamento social e do estabelecimento de ações corretivas de recuperação.

Se observa que as prefeituras diminuem os custos com ações de combate à pandemia e aumentam os investimentos para a retomada econômica, diminuindo a burocracia e aumentando linhas de microcrédito.

Conforme os números de pandemia diminuem, aumentam os indicadores econômicos, demonstrando que a roda da economia começa a reagir.

Nesse contexto, os programas sociais e as políticas públicas, desenvolvidas por diferentes níveis governamentais, diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a perspectiva das famílias mais impactadas.

Essa pequena reflexão mostra o quão importante é mantermos os cuidados, para não darmos chance à pandemia. A regra já é conhecida, se aumentar o número de infectados, diminui a nossa capacidade de trabalhar, estudar e se relacionar.

Cada um de nós tem responsabilidade nessa equação: não podemos “baixar a guarda”, não podemos nos aglomerar. Temos que avançar na vacinação e manter os cuidados que aprendemos a “duras penas”, nos relacionarmos com distanciamento social e com uso de EPIs (máscara e álcool gel). Conforme a Covid vai diminuindo, a nossa esperança pela normalidade vai aumentando.

Autor

Elis Radmann

Elis Radmann é cientista social e política. Fundou o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião em 1996 e tem a ciência como vocação e formação. Socióloga (MTB 721), obteve o Bacharel em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e tem especialização em Ciência Política pela mesma instituição. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Elis é conselheira da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (ASBPM) e Conselheira de Desburocratização e Empreendedorismo no Governo do Rio Grande do Sul. Coordenou a execução da pesquisa EPICOVID-19 no Estado. Tem coluna publicada semanalmente em vários portais de notícias e jornais do RS. E-mail para contato: [email protected]
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