Você já parou para pensar o porquê a notícia tem o seu valor? O que está por trás desta forma de comunicar? A responsabilidade que temos ao compartilhar uma informação? Todo o trabalho que existe e se exige nos bastidores? A importância de ouvir os lados, de entender os fatos? Tudo isso é fruto de estudo, de ética, de comprometimento. Não dá para sair por aí falando o que se ouviu de um outro alguém como verdade absoluta. A velocidade imposta pelas redes sociais por vezes pode atrapalhar a necessária checagem de fatos, principalmente para quem não atua na área.
Vamos a duas expressões básicas do jornalismo e que aprendemos ainda na faculdade: 1) “FURO, um dos mais importantes e conhecidos jargões para a prática jornalística em qualquer idioma. No português brasileiro, “furo” é a notícia exclusiva em primeira mão, divulgada por um jornalista ou veículo de informação antes dos seus competidores”. 2) BARRIGA, que nada mais é do que o furo que não deu certo. “Uma informação errada que acaba publicada. Ao contrário do furo – aquilo que todo jornalista persegue – da barrigada todos fogem”. Não confundam com fake news, porque uma barrigada não é intencional.
Tem uma máxima que enquanto nenhum veículo de comunicação sério não publicar a notícia, desconfie ou contribua com informações e fontes. O risco da barrigada para um jornalista faz parte da profissão. Quando uma pessoa pública, um formador de opinião ou alguém que tenha um universo de seguidores decide ser porta-voz de algo em primeira mão ou mesmo emitir uma opinião, é preciso mais do que apenas uma versão dos fatos. Para termos a liberdade de expressão é preciso carregar junto a responsabilidade das afirmações. A informação corre, se espalha. É essa mesmo a essência, de alcance. Portanto, que tenhamos todos o comprometimento e a cautela que a comunicação nos ensina e nos prepara.


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