“Não pare para conversar com um conhecido, combinem de se encontrar ao ar livre. Fique sem máscara apenas quando estiver consumindo”. Essas foram algumas das orientações para quem aguardava o início de um show do Auditório Araújo Viana, às 21h em ponto – horário do convite. Uma série de informações com mensagens diretas e curtas começou a ser tocada nos alto-falantes, por mais óbvias que pudessem parecer, chamando a atenção para novos hábitos. Tudo isso é comunicação. É saber fisgar a atenção do seu público de acordo com a sua forma de se comunicar com ele. Não é mais do mesmo, como pode parecer para alguns. É mais por precaução, por comprometimento, por responsabilidade. Não dá para ser como era até a pouco, muita coisa mudou e veio para ficar.
Todos sabemos o quanto a retomada dos eventos já está contribuindo para a vida de muita gente – desde quem produz até quem vai para curtir. E sentir-se seguro e bem orientado faz toda a diferença em lugares comprometidos e dispostos a proteger seus frequentadores e funcionários. Não devemos fazer como nos aviões, em que a maioria sequer olha para os comissários enquanto eles explicam como agir em caso de emergência. Na hora que o bicho pegar mesmo, quem conseguir entender a mensagem enviada pelo emissor estará na vantagem.
O óbvio sempre precisou ser dito. Usar máscara ao ser atendido no bar, ao circular e ao entrar no banheiro, é necessário ainda, não teima. São nesses momentos que temos contato mais próximo com outras pessoas. O vírus não acabou, não vamos relaxar tanto. Enquanto a vida ainda se acostuma com novos tempos, voltar a frequentar lugares com boa música, cerveja gelada e com os cuidados mínimos necessários para a nossa saúde, é um presente para quem ficou tanto tempo cantando e dançando na sala de casa.


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