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Cada vez mais somos seres “shoppianos”

Nas cidades de médio e grande porte, os shopping centers têm se tornado o reduto das classes A, B e C1, que chegam a quase 93% deste público.

As pesquisas realizadas pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião com consumidores de shopping demonstram que as pessoas procuram os shoppings por vários motivos. 

Pouco mais de 1/3 pensa em shopping para fazer compras ou utilizar serviços, mas isto não é o que motiva a maioria dos entrevistados. Afinal de contas, os shoppings não são apenas centros de compras, se tornaram um grande espaço de convivência.

Para essas classes, o tradicional shopping center está ganhando um papel de destaque nas recordações afetivas das famílias. Um espaço democrático, que atende aos diferentes gostos geracionais. 

É o local onde se pode almoçar rapidinho no intervalo do trabalho, mas também permite que amigos e familiares marquem um encontro. É o local dos cafés, onde rola aquele papo descontraído. Mas também é o espaço para a galera que gosta de uma guloseima, especialmente, sorveterias.

Mais da metade dos consumidores do shopping vão até o local atrás de alegria, de momentos de felicidade e não aceitam o rótulo de consumistas. 

No shopping, os consumidores encontram espaço para a diversão, para momentos de lazer e descontração. Tem aqueles que amam um cineminha e os que apenas gostam de ver gente. Há os que levam as crianças para algum tipo de recreação ou exposição e tem até os que levam o pet para passear. E os que enxergam o shopping pela lupa do consumo, reconhecem que é no shopping que as coisas acontecem, onde as pessoas se encontram e as tendências se mostram.

E falando em tendência, os shoppings estão se atualizando e ampliando o seu mix de produtos e serviços a fim de ampliar o tempo de permanência dos consumidores. E estes consumidores reconhecem tal estratégia quando citam que, atualmente, nos shoppings tem de escolas à clínicas médicas e veterinárias e até grandes eventos sociais, educacionais e culturais. 

Os consumidores reconhecem que os shoppings estão se redesenhando e gostam dos aplicativos oferecidos, que são um GPS interno e também um canal de comunicação e de acesso às promoções. Muitos consumidores realizam a compra “figital” dentro do shopping, significa que estão olhando a vitrine física, chegam até a experimentar o produto e acabam fazendo a compra de forma digital pela internet.

Claro que as mulheres se destacam como consumidoras de shoppings! Mas, as diferentes faixas etárias se encontram no shopping, cada uma com um tipo de preferência. 

Por mais que os consumidores percebam o shopping como um centro que integra compras e convivência, o maior ativo de um shopping é a segurança. A sensação de segurança é o grande diferencial dos shoppings e essa sensação se expressa em várias situações. Os entrevistados citam que se sentem tranquilos em mexer no celular, em andar sem medo de serem assaltados e até deixar as crianças mais à vontade.

Por mais que os shoppings se preocupem com uma constante reinvenção, as estratégias de segurança deverão ser o carro chefe de sua evolução.

Autor

Elis Radmann

Elis Radmann é cientista social e política. Fundou o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião em 1996 e tem a ciência como vocação e formação. Socióloga (MTB 721), obteve o Bacharel em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e tem especialização em Ciência Política pela mesma instituição. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Elis é conselheira da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (ASBPM) e Conselheira de Desburocratização e Empreendedorismo no Governo do Rio Grande do Sul. Coordenou a execução da pesquisa EPICOVID-19 no Estado. Tem coluna publicada semanalmente em vários portais de notícias e jornais do RS. E-mail para contato: [email protected]
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