A velha frase “parece que foi ontem” não é aplicável quando falamos de 21 anos de história, especialmente no mundo da Comunicação. Quando surgimos, o fax era o meio mais rápido de distribuir informações, a internet engatinhava e a propaganda tinha basicamente três opções: TV, rádio e jornal impresso.
Aliás, considerando que muitos jovens que adentram o mercado de trabalho hoje têm exatamente essa idade, é fácil concluir que eles sequer sabem o que é ou para que serve um aparelho de fax – tampouco como é uma vida sem internet ou com ela discada!
Comemorar os 20 anos foi marcante e muito emocional. Pudemos reviver momentos, revisitar os primórdios e ratificar o quanto crescemos como empresa, como profissionais e como mercado. Agora, porém, a nova década pede um olhar para frente, reforçando nosso papel de protagonismo na comunicação gaúcha.
Essa visão ao horizonte sempre exige um exercício de futurologia. Afinal, é naturalmente possível afirmar que a Comunicação foi uma das áreas mais afetadas – e assim permanece – pela tecnologia. Portanto, qualquer tentativa de previsão de minha parte soaria como arrogância, especialmente quando se trata de uma jornalista que, na sua essência, é uma “generalista segmentada” – ou seja, sabe um pouquinho de muitos aspectos desse meio comunicacional.
Ao comandar um portal que tem mais de duas décadas de atuação, com tamanha credibilidade e solidez, poderia eu ter uma visão romantizada dos próximos passos da Comunicação? Sim. Ao atuar com revistas há mais de 10 aos, produzindo conteúdo específico sobre tendências da área em mais de 20 títulos, poderia eu ter uma visão técnica dos rumos da nossa área? Também.
Como jornalista segmentada, especializada no mercado gaúcho da Comunicação, prefiro entender que meu papel é apenas um com o público e todos os players que o formam: provocar. Não por medo de me equivocar, menos ainda por achar que não tenho o direito de fazer previsões dentro de tudo aquilo que vivo diariamente, mas por convicção de que muitos outros o fazem com maestria.
O que dá pra garantir é que a Comunicação vai continuar usando da sua criatividade nata para se adequar às novidades (tecnológicas, ou não; motivadas por pandemia, ou não; de comportamento, ou não). Reinvenção é uma característica diretamente ligada aos profissionais que amam esse mundo louco do Jornalismo, da Propaganda, das Relações Públicas e do Marketing. Avante, comunicadores! Nenhuma crise foi capaz de nos parar. Não vai ser agora que nos daremos por vencidos.
Quanto a nós? Seguiremos com a mesma sede por fazer, fomentar, protagonizar e, acima de tudo, informar. Afinal, queremos mais, podemos mais, teremos mais, porque a nossa tríplice vai ser sempre: feitos, fatos e futuro.
Márcia Christofoli é jornalista e publisher de Coletiva.net

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial