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CEO da maternidade

De Márcia Dihl, para Coletiva.net

No mês da mulher, eu disse para a Márcia (a Christofoli) que faria um artigo para o Coletiva. Não fiz. Chegou o mês das mães, aí eu decidi avisar o editor, o João Fernando. E ele respondeu: “Tô pronto pra ler”. É AGORA! Tá, ahãm, legal, mas e o que isso tem a ver com o Dia das Mães? Bem, como aqui não é teledramaturgia, é vida real, eu vou dar uma real: seria eu uma mulher que se sente apta a escrever algo “digno de nota (sempre achei essa fala “uó”, do tipo tão “uó” quanto escrever o “uó”, sacou?) quando é para falar de maternidade? 

Dia desses comentei que eu recém estou aprendendo a cuidar de plantas, não que eu seja uma destruidora da natureza, embora já tenha conseguido a proeza de matar um cacto, mas em minha defesa, naquela ocasião, eu disse que me considero uma excelente mãe. Isso mesmo, eu acho que sou uma mãe bem f*da! Um tempo atrás, depois que minha primeira filha nasceu e fui demitida, eu dizia “eu sou CEO da maternidade”, e queria dizer isso mesmo: que eu estava no topo da parada quando o assunto era maternidade. Eu me orgulho muito da mãe que sou para a Beatriz e o Bento, depois de me divorciar, ainda mais, pois, quando estão na nossa casa, é tudo comigo. 

Não estou dizendo que sou uma mãe perfeita, por favor! Eu sou uma mãe f*da sendo quem sou: toda fu**, falida, quebrada, despedaçada (quem disse que não era a teledramaturgia?), mas aqui também tem comédia, risada, jogos de cartas, tabuleiro, tem muuuuuito bate-papo (turo bom, geminana?) com crianças de seis e 11 anos. Aqui tem verdade! Porque essa é a mãe, mulher e jornalista que sou. Desculpem, filhos! Queria fazer vocês pensarem em unicórnio voadores, mas sempre vou dando a real do mundo – real e virtual. Informação educa e transforma.

Opa, peraí! Acho que embolei os papeis deste artigo. Ele é sobre março das mulheres, abril das jornalistas e maio das mães? Sim, vá lá! É sobre nós, mulheres, que estamos cansadas de pedir desculpas, sermos boazinhas e constrangidas por dizer que somos boas naquilo que fazemos. 

E com vocês, o plot twist 

Com o privilégio de ter 20 anos de terapia e seguir sempre em busca de autoconhecimento, preparem-se para o que vem aí: eu acho que eu sou uma ótima jornalista. Curiosa, com muita sensibilidade, boa escrita e excelente desenvoltura, especialmente no vídeo. Mas tem mais: eu sou muito carismática e faço conexões, puxo converso e descubro pautas facilmente. 

“Tu te acha, né?”. Apenas cansei de ouvir isso sobre mim. Geralmente, esta frase estava relacionada à minha estética, mas agora eu me acho também como profissional. Fora os dias em que choro não me achando capaz de nada e tendo a certeza de que sou uma impostora. Enfim, mulheres, mães e profissionais, eis aqui mais uma de nós.

Em tempo: obrigada, Shakira. ‘‘Estoy Aquí’, pelo discurso, pelo olhar e reconhecimento a todas nós: Mulheres, mães, lobas.

Márcia Dihl é jornalista e coordenadora de Produção do Coletiva.tv.

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One Comment

Ariana

Aiii meu Deus, que texto, que sensibilidade e empatia a todas nós mulheres e mães! Afinal, quando nasce uma mãe, nasce a culpa junto!
Mas sem demagogia, não a vida melhor sem eles, ou melhor, como vivemos algum dia sem eles? Não é mesmo! Parabéns Márcia, tu és demais mesmo como profissional, mãe e amiga! Me espelho muito em ti. ❤️ Ps. Fizeste eu refletir e chorar! Espero estar sendo uma boa mãe, tento me virar em 50 e ser a mãe leoa, e quando me escabelo, peço desculpas e tá tudo bem! Como digo pra ela sempre, filha, tu é a melhor coisa que aconteceu na vida da mãe e tu sempre será a minha prioridade e jamais será falta de amor! Aqui tu terá sempre uma mãe imperfeita que te ama muito, que está aprendendo a ser mãe contigo e que sempre estará ao teu lado pra ti e por ti!

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