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E não é que cheguei lá?

Por Iraguassu Farias, para Coletiva.net

Conheci o José Antonio Vieira da Cunha em junho de 1988. Já era o Vieira do Coojornal. Depois, foi o Vieira da TVE e da Comunicação Pública. Anos após, era o Vieira do Coletiva. Eu via o portal como uma sacada, um lance genial este de reunir informações do mercado da Comunicação.

Corta pra década de 70, quando queria seguir os passos do meu pai, então radialista. Mas a Ufrgs era um funil e, como dizíamos naquela época, “deu pra ti, Comunicação Social”. 

O ano seguinte me encontrou bancário, carreira disputada por muitos (e era mesmo boa), e daí seguir na área econômico-financeira foi um passo. O que também significava mais dinheiro do que a outra opção. Mesmo dentro de um banco, acabei na área de Marketing e, dali parti, para conhecer o tal Vieira… do Coojornal.

Certo dia, falei a ele que gostaria que transformasse minha filha numa jornalista “de primeira”. E ele fez isto. Não sei se por necessidade ou por ser ele bom mesmo nisto. Ou se a filha era mesmo “das boas”.

O que é a vida, não? Não sendo jornalista – afinal a Ufrgs não me quis em 1978, eis-me aqui envolvido com o tal Coletiva. Pra quem já vendeu de tudo um pouco, já colecionou fracassos e sucessos, era deveras uma novidade. Achava que tinha a chave, a fómula, o caminho das pedras. Afinal, vender máquinas de curtume no exterior não tinha sido muito difícil. Tênis do Luciano do Valle no Brasil, também não, e muito menos comunicação visual no RS.

E começou a tarefa de trocar a roda com o carro andando e a colheita das melhores impressões. Não estava acostumado a ser tão bem recebido. Ainda não tinha visto admiração por um produto que beirava a devoção. Nunca havia experimentado a sensação agradável de ouvir “não acredito que o Coletiva está aqui!”. 

Urdido na disputa em mercados altamente competitivos, brigando no preço, no prazo de entrega, no jogo pesado da negociação, estava ingressando em um outro universo: o do ‘zero rejeição’. E já tendo passado por tanto e tantas, me faltava isto: o saber-me menos importante do que meu produto. Ou, de outra forma, um produto que não precisa de muito do meu esforço, porque a maioria o quer.

E assim, achando que não falta muito a agregar, vou me surpreendendo todos os dias: o reconhecimento e o carinho com que vêem o portal é algo impressionante. Vê-lo com tamanha credibilidade por parte do público em geral é de uma satisfação altamente confortadora. Como é fácil falar do Coletiva. Como é bom ouvir o que dizem do Coletiva.

E nesta maioridade atingida no ano da pandemia, no ano em que ouvimos diariamente espetáculos horrendos no jornal das 20h e na timeline de cada um, em que os estádios estão vazios e em que todos andam rápido, distantes uns dos outros, mascarados em sua maioria, e em que, especialmente, se vê a estatística dos que se vão sem o ar que se respira, cá estou: não jornalista, mas dedicado a um veículo que prima pela seriedade e competência.

Que meu pai se orgulhe, de onde quer que esteja. E que minha filha me orgulhe, onde quer que chegue. E eu? Eu seguirei meu “feijão com arroz”, mas também cheio de orgulho.

Obrigado, Coletiva.

Iraguassu Farias é diretor Comercial de Coletiva.net

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