1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou Camila Barbieri, catarinense de Anchieta, no Oeste do estado. Eu morei cerca de 15 anos em Curitiba, no Paraná, fiz a graduação em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e por lá iniciei minha carreira jornalística. Trabalho na área há 12 anos e por sete trabalhei na RPC, afiliada da Globo do Paraná. Atualmente, sou repórter do ‘Globo Esporte RS’.
2 – Por que você decidiu ser jornalista?
Porque sempre fui muito curiosa e sempre amei conversar com as pessoas, ouvir histórias. Uma das coisas que mais me influenciou foi o esporte. Jogo futebol desde os seis anos e, quando pequena, acompanhava as grandes coberturas de Copa do Mundo, Rolland Garros, Fórmula 1, e isso sempre me impactou muito. A partir disso, pensei que eu poderia unir minha paixão pela leitura e escrita à minha curiosidade e amor ao esporte. Eu tinha por volta de 10 anos.
3 – Você já enfrentou alguma dificuldade por ser uma mulher trabalhando na editoria esportiva?
Não seria propriamente uma dificuldade, mas existe sim, um conceito velado da “boleiragem” que é muito atrelada ao masculino, como se as mulheres não fizessem, naturalmente, parte desse universo ou não tivessem conhecimento o suficiente para debater sobre o assunto. A gravidade dessa atitude “velada” é que é mais difícil de se interpretar, de se sentir, e automaticamente é naturalizada.
4 – Recentemente, você foi contratada para ser repórter esportiva da RBS TV. Como tem sido essa experiência, principalmente atuando agora em solo gaúcho?
Tem sido incrível. Minha família é do Rio Grande do Sul, então sempre vivi o esporte gaúcho dentro de casa, e pela tela da RBS TV. Essa memória familiar fez parte da minha vida e me acompanha sempre, por isso, falar de esporte gaúcho tem uma importância e tanto na minha vida. Os desafios das peculiaridades regionais, da imersão, e da rotina do esporte na RBS TV têm sido a parte mais interessante do processo. Esse trabalho é gigantesco, feito por uma equipe apaixonada, dedicada e que entende a importância de informar e se fazer presente na casa de tantas gaúchas e tantos gaúchos.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Evoluir, evoluir e evoluir. Como pessoa e profissional, meu objetivo é sempre evoluir para poder viver ao máximo todas as experiências da vida. Agora, no recorte específico do meu trabalho, pretendo fazer parte de grandes coberturas esportivas, principalmente das modalidades femininas, que tanto dependem de incentivo, inclusive da imprensa para poder… evoluir.
