1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Atuo há mais de 15 anos em agências de Porto Alegre e São Paulo como diretor de Criação. Já trabalhei com clientes como Cassol, Coca-Cola, Heineken, Tintas Renner, Tramontina, Zaffari, entre outros. Sou pai do Miguel, de seis anos, e da Antônia, de três, e com eles aprendo diariamente sobre o tema central da criatividade: pessoas. Cursei Publicidade na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Marketing no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e MBA na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje, sou o responsável pelo produto criativo do G5.
Desde 2020, atuo também como diretor de cena e roteirista, e com isso aprendi muito sobre o processo criativo. Entrar em um set de filmagem e descobrir como se enrola um cabo de energia da forma correta (sim, existe uma) é tão revelador quanto ser habilmente capaz de pegar no sono todas as noites e descobrir que fazer uma criança dormir é completamente diferente. Tenho essa estranha habilidade de relacionar temas que à primeira vista não têm relação, mas olhando bem, tem uma história para contar. Atualmente, também sou um hábil enrolador e mestre embalador.
2 – Por que optou pela Publicidade?
Na verdade, contei com a ajuda de um grande amigo que uma vez me falou: vem ser meu assistente: um beijo, Carlos Tevo. A partir daí, acabei descobrindo um talento para fazer e refazer layouts testando quase todo caminho possível da direção de Arte. A direção de Criação foi uma consequência da busca por ideias originais e criativas.
3 – Em agosto, você assumiu como Chief Creative Officer (CCO) do G5. Como está sendo a adaptação ao novo cargo na empresa?
Não acredito que no mercado criativo possamos ter períodos de adaptação ao novo, somos estimulados a pensar diferente e buscar soluções criativas diariamente. Isso cria um mindset de inovação e um ciclo natural de soluções inéditas. Pode ser por isso que as mudanças acabam virando rotina na minha vida.
Como diretor de Criação já liderava equipes criativas e desenvolvia projetos de Comunicação. Já como Chief Creative Officer (CCO) – executivo de Criação, em tradução livre para o português -, se tornou importante para mim saber identificar lideranças e desenvolver um ambiente onde elas possam evoluir e atuar de forma autônoma.
4 – A responsabilidade de realizar a entrega criativa de todo o grupo se relaciona e difere de que formas de realizar esta função somente para a Competence?
Com certeza a responsabilidade aumenta, e com isso o escopo de função precisa ser adaptado. O grupo conta com a SUN Business | Branding, uma consultoria estratégica que utiliza uma abordagem muito profunda de cada mercado que atua. Isso gera uma quantidade imensa de informação e conhecimento sobre o tema, e o grande desafio é transformar tudo isso em um único projeto de Comunicação. Atuando como CCO do grupo, o resultado da consultoria não precisa se limitar a somente uma iniciativa, ou seja, a amplitude de soluções e a relação com os clientes se aprofundam.
Em 2023, o grupo passou por um ano de mudanças, nós percebemos algumas necessidades e transformamos a Competence em uma agência boutique, uma brand builder focada no sucesso dos nossos clientes. Juntamos o modelo mais atual da indústria criativa com uma experiência de mais de 30 anos e essas mudanças prepararam a Competence para um grande 2024.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Como pai, o meu plano é continuar presente, focado no desenvolvimento do Miguel e da Antônia e sempre atento às oportunidades de ajudá-los. A paternidade é um tema central na minha vida e nunca encontrei desafio maior como criativo do que educar dois filhos.
Em cinco anos a indústria criativa vai se reinventar algumas vezes, talvez várias. Não me imagino em outra posição a não ser fazendo parte desse processo, buscando soluções criativas para o mercado, gerando empregos e oportunidades para meus clientes. No entanto, cinco anos é muito tempo, seria importante refazer essa pergunta semanalmente. Essa mudança de perspectiva e necessidade de evolução constante me faz ser apaixonado pelo que faço. Mesmo não sendo capaz de visualizar esse futuro distante, tenho certeza de que estarei fazendo com a mesma paixão.
