Qualquer cientista honesto admitirá que o conhecimento humano é extraordinariamente limitado: sabemos muito pouco sobre muito pouco. À medida que aumenta o conhecimento humano, percebemos que estávamos enganados, por muito tempo, sobre muitas coisas. E ainda mais, percebemos que há exceções para cada uma das leis cientificas.
Mas ainda que todo nosso conhecimento fosse preciso e imutável, ainda assim não teríamos certeza sobre nada, pois não podemos ter certeza nem de que o mundo seja real – e não meramente uma ilusão. Talvez nem estejamos vivendo os eventos de nossas vidas e tudo seja meramente um sonho. Talvez a história coletiva do mundo seja produto do sonho de um homem. Talvez não existamos e sejamos meros produtos da imaginação do Criador. Portanto, não podemos passar batido: nada é liquido e certo. Algumas pessoas questionam se o Criador existe, outras se o mundo e eles próprios existem.
Mas, supondo-se que o mundo não seja uma grande ilusão, como podemos ter certeza de que nossa visão das coisas está correta? Como saber que a história que nos ensinaram nas escolas e faculdades não é um monte de invenções? Nenhum de nós estava vivo e presente para testemunhar os eventos descritos nos livros de história. Contudo, acreditamos em tantas coisas cuja veracidade não podemos comprovar. Portanto, a fé não se limita ao domínio da religião; ela é empregada cada vez que um ser humano aceita algo como verdade. Quer saibamos ou não, sempre usamos a fé no colégio, quando lemos um jornal ou quando assistimos notícias pela televisão.
A fé ,no entanto, tem que se basear, em alguma medida, em fatos. Ter fé não significa aceitar, como verdade, tudo que nos dizem e ensinam.
A fé, propriamente exercida, é quando se acredita em coisas sobre as quais podemos estar razoavelmente certos.
Essa é a última coluna de 2013, e esperamos estar de volta no dia 10 de janeiro de 2014. Essa coluna é um convite modesto a reflexão no limite do alcançável.
Com a mente e o coração, o homem consegue o impossível, porque seu poder criador é indomável. É por isso que o sucesso está dentro dele esperando apenas uma chance para se manifestar. É preciso libertá-lo, cortando as amarras da mesquinhez e dos pensamentos covardes. É preciso explicitá-lo pela busca e pela prática dos valores imutáveis.
O homem pode ser o que deseja. Basta que ele acredite e aja com determinação. Ele pode ser um bravo e nada pode aprisionar.
Que a plenitude da vida seja a grande meta de todos e a nossa grande conquista.
