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Azul Esplendor

Há 60 anos, em São Paulo  Acabo de ler que Eva Wilma, ao lado de Renato Borghi, em “Azul Esplendor”, do peruano Eduardo Adrianzén, …

Há 60 anos, em São Paulo 

Acabo de ler que Eva Wilma, ao lado de Renato Borghi, em “Azul Esplendor”, do peruano Eduardo Adrianzén, vai comemorar, a partir do dia 9, aqui no Rio, os seus 60 anos de teatro completados em 2013, quando, egressa do curso de balé do Teatro Municipal de São Paulo, estreou no Teatro de Arena daquela capital. 

O curioso nessa história é que, há 60 anos, numa quadra de basquete de um clube no bairro paulistano – Vila Mariana –, eu assistia a “Uma mulher e três palhaços”, de Marcel Achard, justamente o espetáculo que tirou Eva Wilma para sempre do balé. Ao seu lado, no espetáculo, por coincidência, seu futuro marido, John Herbert.

Outra curiosidade é que o Teatro de Arena, nos seus dois primeiros anos de existência, não possuía casa de espetáculos e se apresentava nos mais diversos espaços, sendo o do Museu de Arte Moderna, ainda na Rua Sete de Abril, o mais utilizado.

É proibido mudar?

O fim de ano no futebol do Brasil foi um bate-boca interminável sobre a perda de pontos do Flamengo e da Portuguesa de Desportos por colocar em campo jogadores suspensos e proibidos de jogarem. A punição fez com que a Portuguesa fosse rebaixada para a 2ª Divisão, conforme o regulamento. Os juízes fizeram o que tinham que fazer e, em obediência à Lei, puniram os dois clubes. Uma grande maioria de jornalistas clamou contra a decisão legal. O que chamou minha atenção foi o fato de que não ouvi, de parte alguma, a opinião de que a Lei

precisa ser mudada. Não é o óbvio?

Vexame

Minha última coluna aqui foi publicada em 16.12, sob o título de Vexame, e tratava dos diversos atrasos na construção das arenas para a Copa deste ano, além de outros problemas. Ela terminava assim:

“Por tudo que já aconteceu na Copa das Confederações e aos fatos relativos à Copa 2014, independentemente do vexame que, mais uma vez, provou que gestão e Brasil não falam o mesmo idioma, já se sabe que, além de eventuais resultados esportivos, esse grande evento vai deixar um saldo negativo absolutamente fantástico.” A coluna gerou a seguinte Vitrine:

Ao pé da coluna o seguinte comentário: Iniciar construções, pelo menos, em 2009 seria o correto. Ah, mas aí teriam tido tempo para licitações mais ou menos honestas; não haveria necessidade de “horas extras” ou “adendos a contratos” por atrasos em construção e os donos do poder ficariam sem os famosos 20%. É muito bom que um batalhador como Mario de Almeida toque no assunto. Dinheiro do povo para construir 12 estádios (arenas?) quando a FIFA recomendou apenas oito. Com 12 o montante resultante dos 20% fica mais gordo e, politicamente, satisfazem-se mais quatro ninhos eleitorais. A grande pena é que a população Alfabetizada (com a maiúsculo mesmo, referindo-me àquela que entende o que lê) com poucas exceções continua votando para a permanência do status quo. Faz-me lembrar do PRI mexicano. Lute, meu caro Mario. Gosto de vê-lo exercitar o jus sperneandi. Luiz Fernando Di Vernieri, Campinas, SP.

Se já recebeste este e-mail, é culpa da internet, já enviei três vezes. E não quero desistir porque quero dizer que a última coluna é ótima e lembrou-me que após a última Copa na África houve muitos problemas, segundo os comentários surgidos com a morte do Mandela. E continuo pedindo para que não pares com o “tão velho”… Bj, Vera (Verissimo), Porto Alegre.

Caro Mario, devemos todos batizar-nos novamente, pois o pecado da Copa brasileira é original. Quando o Figueiredo vetou a Copa no Brasil, sua posição foi sobejamente explicada. O Brasil tinha (e tem) outras prioridades. Por que sediarmos aqui estes jogos? Queremos mostrar ao mundo que o Brasil é o país do futebol. Só do futebol? (Ops. me esqueci do Carnaval !)! Estádios e bilhões para construí-los. O que vai restar depois disso!!! Luiz Carlos Giotto Pannunzio, São Paulo.

Inté.

Confissão: Estou tão velho que conheci Eva Wilma e John Herbert antes de eles começarem a namorar.

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Autor

Mario de Almeida

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