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Coluna do Nenê

OPINIÃO Sem dúvida alguma, o mercado está mostrando uma ascensão e segurança cada vez maior de três agências gaúchas que tem um comando cercado …

OPINIÃO

Sem dúvida alguma, o mercado está mostrando uma ascensão e segurança cada vez maior de três agências gaúchas que tem um comando cercado de ótimos profissionais que estão conquistando contas, estão com seus números positivos, continuam investindo em gente capacitada e cada vez se aprimoram mais, são elas a Competence, e21 e a Matriz.

Existem, agências que estão equilibradas, ajustadas e mantém as condições com bastante administração e sucesso nos seus profissionais que são o caso da Morya, Dez e Paim. A Paim, por exemplo, criou seu departamento digital e contratou 16 novos profissionais. Outro destaque do mercado é a SLM, que manteve sua postura e acima de tudo ficou muito viva, apesar do grande furacão que passou pela agencia. Mais do que isso, manteve sua sede muito bem arquitetada e ali está construindo uma nova vida.

Algumas outras, tidas como médias grandes, não estão conseguindo rentabilizar as suas contas e lutam para manter o status atingido. Existem dúvidas quanto ao sistema de gestão, os quadros ficaram mais enxutos, as oportunidades não são atendidas ou absorvidas. O mercado, que muito necessita, já entendeu e se aproxima cada vez mais dos clientes e não quer mais fazer queixas e sim resolver aquilo que o cliente não viu, não escutou, em fim não teve conhecimento. Há de se destacar algumas agências da grande Porto Alegre e do Interior, que por vários anos vêm mantendo uma estrutura estável, fidelizando clientes, e obtendo bons resultados.

Por outro lado, descobriu-se finalmente o que agrega, o que dá estratégia e planejamento, perdeu-se na mídia (AS VÁRIAS REMUNERAÇÕES DERAM MUITO DINHEIRO), nos grandes números de investimento e a necessidade maior da agência que é o talento virou valor que não justifica nem sustenta uma agência.Tem que se mostrar ao cliente mais trabalho, mais acertos, mais resultados para que ele possa entender o que deve ser pago realmente.

As pequenas conseguiram fazer o tema de casa e acomodaram suas melancias em seus orçamentos e por terem se unindo e conversado muito, além de diminuírem suas ações, estão indo bem, dentro do panorama que estamos passando. Trabalham muito e são respeitadas.

O que surpreende são algumas grandes que não estão conseguindo superar as concorrências, seus custos e demonstram uma situação que deverá ser mudada e resolvida imediatamente. Não tem outra saída.

Evidente que Moove e Centro deverão crescer esse ano, em função das conquistas merecidas e também porque seus quadros serão ampliados com profissionais de alto nível.

E a pergunta que fica é: Qual foi a intenção do Grupo ABC ao comprar e instalar agências no RS? O mercado foi beneficiado? No nosso entender, tirou a autonomia dos nossos profissionais, fechou uma delas, vendeu o que comprou, aumentando os ativos e cremos não vai deixar nenhum legado que sirva para alavancar o nosso mercado.

Por fim, o que estamos colocando é fruto de uma pesquisa e uma dedicada conversa com muitos participantes desse mercado. Somos os porta-vozes e estamos tentando dizer o que está acontecendo no atual momento. Nossa esperança é que tudo mude e que voltemos a ser o terceiro maior mercado publicitário do país e que tenhamos orgulho e investimentos e que todos ganhem.

LICITAÇÃO

Ao fazermos um prognóstico onde apontávamos as vencedoras da licitação das seis vencedoras da conta publicitária do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, erramos o nome de duas agências. Em vez de SPR e Morya, entraram SLM e Paim. Ficando as outras quatro apontadas por nós: Moove, Centro, Matriz e Dez.

Parabéns às seis vencedoras e que possamos ver o Governo investindo e o mercado tendo verba de mídia, que tanto faz falta ao negócio da propaganda. Notas das agências participantes da licitação: Paim: 95,167 – Moove: 94,5 – SLM: 94,33 – Centro: 93,5 – Dez: 92,83 – Matriz: 91,167 – Nova SB: – 86,33 – Morya: 83,667 – Global: 81,5 – SPR: 81,33 – Escala: 78 – Martins: 75,167 – Engenho: 72,33 – Propaganda Futebol Clube: 60,83 – Compacta: 52,33 – Fazenda: 50,8.

FUGA

A Light do Brasil já ameaçou sua saída do Brasil pelos prejuízos constantes e, principalmente, por gatos nas redes de iluminação que estão cada vez maiores no sudeste do País. Noticias nada promissoras, indicam que a AESUL está em “due diligencie” e está se preparando para ser vendida. Mais uma multi que, com a crise e a sacanagem consentida, se prepara para nos abandonar.

PAIM

A Paim Comunicação contratou 16 novos funcionários no começo deste ano para atender à crescente demanda digital. Além de ampliar o quadro de funcionários, a agência ainda passou por reestruturação interna. A ideia é integrar on e off em todas as áreas.

Para ajudar a liderar este novo momento da agência, três profissionais foram promovidos. Taísa Brambilla, há oito anos na agência, passa a ser Gerente de Mídia, respondendo pela estratégia de todas as contas. Kim Gesswein será Gerente de Conexões, depois de passagem bem-sucedida pela gestão de projetos e coordenação de atendimento de conta da Lojas Renner. Eduardo Flores passa a Gerente de Planejamento, função que já vinha desempenhando informalmente. Os três atuarão ao lado dos Gerentes de Criação Ismael Goli, Gerson Lattuada e Marcio Blank, para garantir uma entrega integrada, não só entre on e off, mas entre Mídia, Criação, Planejamento, Conteúdo, Performance e Redes Sociais.

ADVB/RS

O Conselho Superior da ADVB/RS anuncia, oficialmente, no próximo dia 2 de março o nome do empresário Sérgio Maia como o novo presidente da entidade para a gestão 2016/2017. Durante almoço na sede da instituição, também será apresentado a lideranças empresariais, representantes de agências e de Comunicação do Estado a atual composição do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria executiva da ADVB.  

NOVO

A Marisol que tinha em Mario Paravisi seu atuante diretor de Marketing, por longo tempo, transferiu esse excelente profissional para outra aérea e está à procura de um profissional de Marketing.

MOBILE

Um estudo realizado pela ComScore para o IAB (Interactive Advertising Bureau), revelou que o segmento de publicidade online teria um crescimento de 14% em 2015. Além disso, a pesquisa apontou que o investimento total nesse setor ultrapassou a casa dos R$ 8,3 bilhões, em 2014, com a projeção de R$ 9,5 bilhões, em 2015. Outro dado relevante é que as áreas de search e classificados foram as que movimentaram maior volume de verbas publicitárias em 2014, com R$ 3,9 bilhões, seguidas por display e redes sociais (R$ 2,8 bilhões), vídeos (R$ 811 milhões) e mobile (R$ 721 milhões).

Há alguns anos, um planejamento de mídia digital era normalmente óbvio. Continha banner nos principais portais, comparadores de preço e resultado de busca. Para gerar impacto, a sugestão era integrar ao plano um banner na página de saída das redes sociais, outro na home dos portais, compra de inventário concentrado nas redes do Google e disparos de e-mail marketing.

Esse cenário tem mudado. Hoje uma peça publicitária bem planejada é baseada em números e performance definidos. Para pensar em realizar uma campanha de marketing de performance, antes de mais nada a empresa precisa estabelecer suas metas e objetivos da forma mais clara possível.

PEPSI

Quem acompanha o mercado publicitário, já sabe que há aproximadamente um mês a Pepsi resgatou os limõezinhos falastrões que foram estrelas de vários comerciais da Pepsi Twist no passado.

O mote da campanha criada pela AlmapBBDO é “Se o mundo tá chato, dê um twist”. Se a ideia era alcançar um tom irreverente e provocador ao se posicionar por um mundo mais “direto” e divertido, muito possivelmente a estratégia tenha dado certo.

Tudo isso porque 50 consumidores denunciaram a campanha para o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). A alegação recai sobre o tom do novo trabalho de comunicação da marca de refrigerantes, que supostamente desmereceria (segundo esse grupo) movimentos e ações em defesas de minorias.

O que você achou da campanha e da reação do público? O mundo está realmente ficando chato ou a marca está brincando com coisa séria?

 

HÓRTFLIX

O mérito das marcas na comunicação atual não está apenas em lidar com o imediatismo e ser ágil o suficiente para brilhar no real time, mas também em resgatar referências do passado e readaptar a um novo timing. Em alguns casos, mais importante, relevante ou atraente que a novidade, é o poder de curadoria que das marcas para engajar ou entreter o seu público na web.

Pensando nisso, a rede Hortifruti, que certa vez ganhou enorme buzz por criar cartazes de filme que fazem trocadilhos envolvendo o nome de legumes e verduras, readaptou agora as suas peças para criar uma espécie de um Netflix das hortaliças: o Hórtiflix.

Para isso, a marca criou um hotsite bem parecido com o Netflix original e o nome dos “sucessos” do Hortifruti. O público pode ver as peças, dar classificação às “obras” e ainda sugerir novos “longas”. A sacada é muito boa. http://hortiflix.com.br

CASO GOLFINHO

“A Internet está nos matando”. A frase dita por um dos editores do periódico Boston Globe no filme Spotilight (2015) nunca fez tanto sentido como atualmente.

A fluidez das redes sociais revolucionou o consumo de notícias e, principalmente, a produção delas. Em meio a isso, o episódio da morte de um golfinho em uma praia argentina levanta uma importante questão: como aliar velocidade à apuração?

Para quem não sabe, um vídeo caseiro que mostra banhistas retirando um golfinho do mar circulou incessantemente nas redes sociais nos últimos dias. É claro que não demorou para o conteúdo viralizar e virar notícia em diversos portais do mundo. Manchetes como “Filhote de golfinho morre desidratado após excesso de selfie” e “Argentina: turistas matam golfinho ao tirá-lo da água para fazer sessão de fotos”, mostram a dramatização do caso que, segundo a maioria da mídia, se trata da morte do animal durante uma série de selfies.

O grande problema nisso é que, após a repercussão do caso, surgiram informações que contradizem a bizarra história. No Brasil, por exemplo, portais como E-farsas e boatos.org trataram de envolver detalhes e fontes que levantam novas questões à notícia. Uma delas é a entrevista do turista Hernan Coria, suposto divulgador do vídeo, à emissora argentina Telefé em que ele afirma que o golfinho já estava morto quando foi retirado da água. Na conclusão do Boatos, por exemplo, as pessoas tentaram, sem preparo algum, retirar o animal do mar para salvá-lo, e não para fazer selfies.

A notícia continua confusa e seguimos sem saber o que aconteceu exatamente na praia de Santa Teresita. A gafe torna-se um case de como é importante priorizar a apuração mesmo na corrida por cliques, e, principalmente, informar o leitor quando a pauta ainda possui questões mal explicadas.

TÁTIL

Desenvolver os conceitos que devem simbolizar grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas é sempre uma missão complicada. Além de ter que criar algo que tenha apelo para o País ou a cidade que vai sediar os jogos, o logo precisa ser entendido universalmente.

Em setembro de 2009, a agência brasileira Tátil superou 139 estúdios de design e agências de publicidade para ganhar a concorrência do desenvolvimento do logo dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Recentemente, num evento de design sediado na África do Sul, o diretor de criação da agência, Frederico Gelli, explicou algumas curiosidades a respeito da concepção e criação do logo.

CONHECIMENTO

E um dos principais elementos que moldarão esse futuro cada vez mais próximo é a Inteligência Artificial (IA), tecnologia que começa a sair dos laboratórios de pesquisa e dos filmes de ficção para definitivamente fazer parte do dia a dia dos seres humanos.

De acordo com os prognósticos de quem já lida diariamente com a inteligência artificial, haverá um momento ainda neste século em que ninguém mais estará alheio à existência de sistemas de computação inteligentes. “Já está presente em mais situações do que a gente imagina”. Desde dados de consumo até a forma como controla e evolui a própria sociedade.

A evolução da tecnologia está em plena evolução e vai mudar significativamente a maneira como a sociedade se comporta. Vai otimizar muitos processos que são desenvolvidos pelos seres humanos. Os veículos autônomos, por exemplo, vão mudar a maneira como utilizamos os carros. Pensando em trabalho e em uma cidade como São Paulo, o carro será uma espécie de escritório móvel.

O carro 100% autônomo , deve começar a circular nas ruas ainda nos anos que restam da década atual e uma das companhias em fase avançada de testes é o Google, que já usa sistemas inteligentes em vários outros serviços, inclusive no site de buscas. Vamos utilizar a inteligência artificial a todo momento e nem vamos perceber

Entretanto, ninguém nega que o impacto será gigante no longo prazo, inclusive para profissionais de marketing e publicidade, sejam anunciantes, publishers, atendimento, mídia ou planejadores. Nem mesmo os criativos das agências estarão imunes.

Neste momento, a aplicação de IA mais inserida no mercado, principalmente no Brasil, é a mídia programática e o big data com desenvolvimento contínuo da capacidade de mineração de dados, que ajuda a reconhecer os hábitos dos usuários. No entanto, isso não vai parar por aí.

No ambiente de uma agência de publicidade, por exemplo, quem trabalha no departamento de mídia já está mais acostumado a conviver e “delegar” demandas para sistemas que usam a inteligência artificial como a mídia programática. Não por acaso, o perfil do profissional de mídia hoje é o que mais mudou e é cada vez mais comum ver engenheiros e matemáticos se aventurando na área. Por enquanto, e até mesmo pelo mercado ainda estar aprendendo a usar tantas ferramentas novas, é grande o número de gente controlando as máquinas e apertando botões, mas já há quem espere um novo cenário nos escritórios à medida que as máquinas consigam fazer mais sem a supervisão integral de humanos.

Mas deve haver um ajuste no mercado nos próximos três anos. Muitas agências que não se adaptarem podem quebrar ou ficar menores. Outras que estiverem desempenhando bem, provavelmente serão compradas.

Os profissionais de mídia passarão a se integrar cada vez mais com as equipes de planejamento e deixarão a execução da compra de mídia com máquinas capazes de pensar e tomar decisões de forma autônoma.

Em menor medida, porém de maneira crescente, os publicitários do departamento de criação terão de se acostumar com máquinas capazes de criar peças de uma campanha. “No futuro, haverá outros aspectos de marketing com novas maneiras criativas de combinar elementos para criar uma mensagem influente.”

Em um futuro mais distante, é possível até mesmo que um dia campanhas publicitárias possam ser criadas inteiramente por robôs. Ele observa que a participação de sistemas inteligentes realmente deve ganhar espaço no mercado em todas as áreas, inclusive na criativa.

Em outras palavras, a inteligência artificial evolui para ajudar o ser humano, e não para destruí-lo – ao menos não é esta a intenção. “Haverá um dia em que possivelmente veremos mais anúncios criados em tempo real por algoritmos que serão praticamente diretores de criação”. É, sim, possível evoluir numa direção em que a técnica criativa seja criada por um robô. Mas a chave é quem é o gênio criativo que introduz essa criatividade no robô.

Divulga

Mesmo que a máquina tenha habilidades criativas, ela precisa ser abastecida pelo conhecimento e discernimento do que é bom ou ruim de acordo com as percepções da sociedade e esse talento precisa ser fornecido por uma mente humana antes de ser introduzido no sistema artificialmente inteligente. A criatividade não nascerá do nada.

De qualquer maneira, a evolução da inteligência artificial, junto com as mudanças de comportamento da própria sociedade e das gerações mais jovens, tem potencial para mudar todo o funcionamento de um mercado que cresceu criando tendências para os consumidores e agora precisa se adaptar à ordem reversa, aceitando as tendências que surgem a partir de consumidores altamente influenciados pela tecnologia.  Grandes transformações serão realizadas nos próximos cinco anos. A tendência é começar a ter pessoas e máquinas focadas no resultado 100% do tempo, uma lógica meio de mercado financeiro. Só precisa de um humano orientando a máquina para as operações que precisa fazer.

“No futuro, as agências vão desinchar, mas não desaparecerão. Apenas vai mudar o seu papel estratégico”, analisa. “Nesse mundo, uma pessoa poderá ter três trabalhos que não acumularão nem 20 horas de carga horária por semana. O ser humano terá de aprender a viver e trabalhar de uma nova forma.

DITOS

“Quem canta, seus males espanta”. Nasceu da crença de cantar e orar curava doenças.

Autor

Nene Zimmermann

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