OPINIÃO
Em tempos de crise na economia, acende-se a luz vermelha de alerta. É preciso agir rápido e com precisão cirúrgica. As empresas devem eleger suas prioridades e começar a cortar as gorduras. Transformar-se em verdadeiros laboratórios em que as experiências podem dar certo, ou não.
Tudo vai depender do planejamento estratégico e da adesão dos times e dos lideres. Como diz o ditado, “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Sempre há oportunidades em momentos de crise, a história está ai para contar.
As crises não atingem a todos da mesma forma. Há setores mais e menos ameaçados, dependendo do quanto estão com suas competências consolidadas, com seu core business azeitado. Podem não somente se defender como devem buscar inovar em tempos bicudos.
Algumas empresas conseguem engajar seus times de tal forma que lançam mão de soluções empreendedoras que mudam completamente o panorama. Temos casos emblemáticos, como o Sicredi, que inova e busca se adaptar e cresce; Conservas Oderich, que enfrenta as multi e conquista cada vez mais mercado; Votorantim, que conquista um nicho com produtos direto ao consumidor… e muitos outros exemplos.
Cortar despesas significa encontrar alguma economia significativa que possa ser convertida em aumento de capital para investimentos e transformação estratégica, ou seja, ganhar competitividade. Empresas que não investem em inovação ficam defasadas em relação à concorrência.
Apoiando-se o desenvolvimento tecnológico nos diversos segmentos, o País ganha competitividade, pois as empresas geram mais empregos e trazem benefícios à sociedade. O papel do empresariado é mostrar como trabalhar para vencer a crise e produzir um desenvolvimento sustentável para o País. “Quem teme perder, já está vencido”, diz uma velha lei das artes marciais.
MÍDIAS
Mais dois excelentes mídias estão à disposição do mercado. São eles os profissionais Tais Souza e Adilson Moreira. Essa coluna fica à disposição para contatá-los e executar a missão de colocá-los no mercado.
MOOVE
A agência que está vivendo um momento azul de conquistas e alegrias festeja o ingresso da conta do Banrisul no seu portfólio e contrata como gestora a experiente e competente profissional Rosângela Lopes que, sem dúvida nenhuma, dará uma dinâmica maior e melhor para a agência. Parabéns ao time da Moove e, principalmente, ao Fuscaldo e ao Vieira.
AGÊNCIAS
Com mais dificuldades e se voltando mais para o cliente, as agências estão cada vez se envolvendo mais no negócio do cliente e participando na escolha de equipe de vendas e suas lideranças. Essa necessidade deverá crescer cada vez mais, pois a comunicação só se torna efetiva quanto mais o consumidor acreditar no anunciante/cliente e mais se fidelizar com ele.
MOBILIÁRIO
A Prefeitura de Porto Alegre continua não escutando e não se importando com todo o mobiliário urbano da cidade. O Sindicato das Empresas de Mídia Exterior continua trabalhando à exaustão para que tenhamos um mobiliário licitado com as empresas competentes e que trabalham e exercem funções no mercado gaúcho. As entidades de propaganda, como o Sinapro, Alap e a ARP, estão colaborando para que tenhamos uma solução digna e que se resolva favoravelmente em favor dos exibidores locais.
Um dos exemplos de contrapartida, tão reivindicado pela prefeitura que só quer dinheiro para por no caixa e nada fazer de melhorias, seria usar a verba das publicidades em ônibus e reverter para diminuição do custo das passagens ao usuário, como faz o Trensurb. A finalidade é transportar passageiros e não ganhar dinheiro como veiculo de propaganda.
O mais condizente seria a prefeitura demonstrar boa vontade e nomear uma “comissão de frente” para dialogar com todos os envolvidos. Mas o importante é colocar gente que entenda e que tenha boa vontade e respeito, sem voltar ao passado, sem raiva e buscando a melhor solução para todos.
PAIM
As ativações de todas as marcas da Ambev no mercado gaúcho passam a ser atendidas pela agência Paim.
SPR
A Meber Metais S/A é a nova conta da SPR. Um cliente de peso e de muita presença na mídia.
BMA
A campanha criada pela BMA de Novo Hamburgo para o cliente Vero Fatto, uma nova marca do Grupo Bottero, é a revolução de como se comunicar com a consumidora do sofisticado mercado de calçados, bolsas e cintos. Sem dúvida nenhuma, é a nova marca que chega para conquistar o mundo.
COCRIAÇÃO
É a associação colaborativa entre fornecedores, colaboradores e clientes que resulta em uma troca de experiências benéficas para consumidores e empresas.
Na relação tradicional de mercado, os caminhos são regidos pela equivalência entre oferta e demanda de bens e serviços. No processo de criação dos valores que se baseiam nessa estrutura, os consumidores não têm participação ativa.
A partir da análise de um modelo de organização convencional, os autores alertam que essa estrutura já não atende mais o perfil dos novos consumidores: aqueles que querem participar de todo o processo de produção, que estão conectados e deixaram de ser passivos, aptos a se tornar cocriadores de valor.
O paradigma da cocriação traz um olhar multifacetado sobre as relações de mercado, onde as empresas já não conseguem atuar em uma via de mão única e devem incluir o comprador em todo o processo de produção.
A obra demonstra que os consumidores atuais querem ajudar a criar o valor dos produtos e serviços que usam, buscando um diálogo mais amplo e constante entre eles e as organizações.
MOMENTO
Vivemos um dos momentos mais desafiadores da economia brasileira, em que todos os atores do mercado de bens de consumo – fabricantes, varejista e, sobretudo, o consumidor – estão sendo impactados e apertando ainda mais o bolso. O contexto incerto que esse consumidor vive faz com que sua confiança, que é moldada por expectativas do presente e do futuro, fique abalada. Segundo a Nielsen, nove em cada 10 brasileiros acreditam que o País se encontra em recessão econômica, 43% deles já estão endividados ou inadimplentes e mais de três milhões de pessoas ficaram desempregadas em 2015, sendo mais da metade chefes de família.
O aumento do desemprego e a retração da renda familiar, aliado a uma baixa expectativa de mudança, pressionou o consumidor a encontrar alternativas para driblar esses grandes obstáculos, como reduzir gastos fora do lar, diversificar canais de compra com melhor custo benefício, diminuir idas ao ponto de venda, escolher tamanhos de embalagens com melhor custo benefício e, até, trocar de marcas. Entretanto, ele chegou ao final dessa escada de consumo, optando, assim, por racionalizar o volume de compras, ou seja, cortar itens de sua lista. Prova disso, de acordo com a Nielsen, é que seis em cada 10 brasileiros já fazem hoje esse corte e o consumo da cesta de produtos de limpeza, higiene e beleza, bebidas alcoólicas/não alcoólicas, perecíveis e outros itens de mercearia (cestas Nielsen) caiu em 2015, em média, 3,5% em volume de vendas por lar.
Por isso, é essencial compreender não apenas a sensibilidade do consumidor ao preço na categoria, mas, principalmente, o posicionamento frente aos competidores e as alavancas de promoção mais adequadas. A análise mostra que uma boa alternativa para aumentar o consumo de Bebidas e Alimentos é o TPR (redução temporária de preço), por exemplo, ao passo que para higiene e beleza e limpeza caseira as embalagens promocionais (leve pague, produto adicional, volume grátis, etc.) respondem melhor.
