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OPINIÃO Hoje, da Geração Y em diante, o sucesso não é algo tão ligado à carreira, e sim à qualidade de vida a satisfação. …

OPINIÃO

Hoje, da Geração Y em diante, o sucesso não é algo tão ligado à carreira, e sim à qualidade de vida a satisfação. Por pesquisas realizadas, pode-se dizer que este fenômeno tem relação com as novas gerações de mães?

De certa forma, sim. Na época das nossas mães – que nasceram nos anos 1900, 10, 20, 30, 40, 50 – as mulheres ainda “lutavam” por um espaço no mercado de trabalho. E quando tinham filhos, muitas vezes, abdicavam da carreira para ficar com as crianças em casa.

Entretanto, o panorama de hoje é diferente: as mulheres já conquistaram o mercado de trabalho e não querem ou não podem abrir mão da vida profissional. Além da autoestima relacionada ao desempenho profissional, a maioria das famílias não pode abrir mão da renda da mulher no orçamento doméstico. Neste sentido, o empreendedorismo surge como uma alternativa para essa mulher que deseja ter uma carreira, mas não aceita terceirizar a maternidade. É neste cenário que surge esse novo significado de sucesso: para uma mãe empreendedora, o sucesso não é diretamente proporcional ao faturamento da empresa. Para elas, o sucesso está relacionado à qualidade de vida, não apenas à renda gerada pelo negócio. Um exemplo é que nas pesquisas 36% das mães disseram que ganham menos do que antes, quando trabalhavam para terceiros, mas 75% delas afirmaram que estão mais realizadas profissionalmente.

É importante lembrar que diversas mães que, apesar de não pertencerem à Geração Y, também têm a qualidade de vida como um fator determinante para alcançar o sucesso.

A culpa foi tema recorrente em praticamente todas as entrevistas para as pesquisas. É um assunto citado até por mulheres que ainda não são mães, mas já pensam no sofrimento que enfrentarão quando tiverem filhos. Na pesquisa, as mães revelaram que com o trabalho e/ou empreendedorismo materno, a culpa diminuiu – 45% – ou acabou – 24%.

A nossa percepção é que ela também tem muito a ver com a autoestima da mãe. Se a mulher está bem consigo mesma, se a família está bem, se o negócio vai bem, a culpa diminui. Entretanto, se algo está errado em alguma dessas variáveis, a culpa tende a aumentar.

– Qual foi a principal motivação das mães para iniciar o próprio negócio?

A maternidade foi o que levou 67% das mães que atualmente são empresárias a abrir o próprio negócio. Para 59% das mães, a maternidade trouxe a vontade de mudar de carreira.

Aqui citamos os principais segmentos de atuação desses negócios, 53,5% dos negócios estão no setor de Serviços, 43% no Comércio e 3,5% na Indústria.

A que se deve este fenômeno das mães empreendedoras? As empresas não estão prontas para as mães?

O que percebemos diante dos relatos das mães é que as empresas ainda estão se adaptando.

Algumas empresas já implantam programas como home office, jornada parcial de trabalho com redução salarial ou horário flexível depois do retorno da licença-maternidade. Mas isso ainda não é muito significativo.

É muito bacana, por exemplo, que uma empresa tenha um berçário onde a criança possa ficar o dia todo e ser amamentada algumas vezes durante o expediente.

A maioria das empresas costuma “torcer o nariz” para uma funcionária que ficou grávida. O que elas não perceberam, entretanto, é que a mulher desenvolve diversas habilidades com a maternidade. Alguns exemplos são:

– capacidade de liderança (ela se torna um exemplo a ser seguido, seja nas ações, seja no palavreado);

– capacidade de motivação (o tempo inteiro ela incentiva a criança a fazer algo, como comer verduras, por exemplo). A persuasão pode ser muito útil no ambiente profissional também;

– capacidade de reconhecer talentos (com a convivência diária, a mãe aprende a identificar quais as habilidades do filho e como elas podem ser melhor aproveitadas – ele pode ser um bom escritor, um bom esportista ou um bom cientista). Numa equipe, ela saberá delegar tarefas de acordo com as características de cada um;

– capacidade de compreensão e empatia (com o tempo, a mãe identifica, por exemplo, se o choro da criança é de fome ou de manha). Se ela entende um bebê que não fala, imagina a facilidade para perceber a insatisfação de um funcionário ou de um cliente;

Nossa homenagem a essas mulheres maravilhosas que ao se tornarem mães trabalhadoras e empreendedoras fazem o sucesso e equilibram as forças do progresso.

LICITAÇÃO

A licitação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul se encontra em recurso de duas agências, a Global e a SPR, contra duas das seis primeiras, que são a Paim e a SLM. Em caso de acolhimento do recurso, passam a ser as agências escolhidas, pois, com a eliminação da Nova SB, no outro recurso, essas duas agências ficaram em sétimo e oitavo lugar. Mais um imbróglio, parando a grande verba do mercado gaúcho de propaganda. E, com isso, as demissões continuam e crescem a cada mês que passa.

PORTO ALEGRE

O anúncio da ARP (Associação Riograndense de Propaganda), junto com as principais entidades do mercado – menos a Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), que não sabemos porque não assinou –, representa um grito de esperança para que o segmento de propaganda gaúcho tenha voz e seja respeitado pelos poderes políticos que governam nossos municípios e Estado. Chega de decisões equivocadas que são editadas sem o convencimento e a presença de nossas entidades.

ARP

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) acaba de lançar mais uma edição da revista Review. A publicação relembra os melhores momentos da Semana ARP da Comunicação 2015, com matérias, entrevistas e fotos das palestras e ações paralelas, que ocorreram pela primeira vez na Casa Destemperados. Além disso, é possível conferir uma galeria de fotos e a lista de premiados no Salão da Propaganda, realizado durante o Jantar da Propaganda. Assim como a 12ª edição do evento, a revista vem embalada no tema “Criative-se” – uma forma de inserir criatividade e inovação em meio à crise.

A ARP tem sido muito atuante, com muitas iniciativas nessa atual gestão, como o resgate do Clube de Criação, lançamento do Prêmio Origens, homenageando quem fez a nossa história (festa em 9 de junho), adesão de 10 novas agências do Interior, criação da figura dos embaixadores pelo Interior, criação do Clube A dos anunciantes, etc. Uma ARP ativa em todo o RS.

TV GLOBO

A TV aberta não vai parar de crescer e ter mais número de espectadores. A TV Globo, através de seu vice-presidente e diretor de negócios Willy Hass, em entrevista ao Propmark, afirmou que, em 1997, 30 pontos de audiência significavam 10 milhões de espectadores, e que, em 2016, chega quase a 20 milhões. O número de anunciantes na TV Globo chega a 30 mil e o número de agências chega a 6 mil. São 124 emissoras que cobrem 100 milhões de lares no Brasil.

MEBER

A SPR acaba de anunciar a conquista da conta da fabricante de metais utilitários Meber, um dos principais players nacionais no mercado em que atua. Informação antecipada por essa coluna há mais de duas semanas.

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A Gazeta Grupo de Comunicações, de Santa Cruz do Sul, que tem no seu portfólio Jornal Gazeta do Sul, Jornal Gazeta da Serra, Rádio Gazeta FM, Gazeta AM, ambas em Santa Cruz do Sul, Rádio de Sobradinho AM e Rádio de Rio Pardo FM, a Editora Gazeta e o portal Gaz, realizou uma mudança na sua forma de operação: permanecendo como presidente do Conselho, André Luis Jungblut; na gestão executiva do Grupo, Jones Alei da Silva; na gestão de Administração e Finanças, Sydney de Oliveira; na gestão de Comercialização e Marketing, Luciano Garcia; na gestão de Conteúdo Multimídia, Igor Muller; e na gestão de Operações, Everson Ferreira.

BAND

Durante as últimas 10 temporadas, Band e Globo caminharam lado a lado na exibição do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A, com mútuos benefícios e em perfeita sintonia. Contudo, em que pese o enorme esforço de ambas as empresas para viabilizarem a continuidade da exposição conjunta dessa competição, o agravamento da crise econômica impediu a Band de prosseguir com esse licenciamento, a partir da temporada 2016.

WHATSAPP

Grupos com as diversas áreas da agência, outros formados recentemente para tocar aquela campanha com muitas pessoas envolvidas e prazo apertado. Uma notificação do cliente para alterar um detalhe no texto da peça ou aprovar o layout do hotsite mobile, além do cronograma de produção de um comercial que precisa ser finalizado até o final da semana.

Muita gente pode fazer tudo isso no automático, sem perceber, mas quem está no epicentro de uma agência nos dias de hoje resolve boa parte de sua vida profissional no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, que conta com mais de um bilhão de usuários pelo mundo e mais de 100 milhões apenas no Brasil. No início da semana, por intermédio de uma determinação judicial, a ferramenta saiu do ar sem aviso prévio e ficou inativa durante, aproximadamente, 24 horas.

O resultado? Muita gente perdendo o rebolado para reorganizar sua vida e se comunicar com os milhares de públicos no dia a dia, desde os parceiros das agências até os maiores clientes, todos adaptados ao ecossistema do app.

VINGANÇA

O Reclame Aqui tem se tornado um grande aliado do consumidor nos últimos tempos. A empresa funciona praticamente como uma ouvidoria que, de fato, tem feito muitas empresas repensarem a maneira como atendem os seus públicos. Em comemoração ao seu aniversário, o site de reclamações resolveu se “vingar” de algumas companhias que desrespeitam os clientes.

Na ação “O Jantar da Vingança”, os diretores de algumas empresas com péssimas reputações no site receberam um convite para almoçar e provar do seu próprio veneno: um atendimento pífio. O resultado é bastante curioso. A ação foi criada pela Grey.

BUMPYARD

Entre os dias 9 e 12 de maio, o cofundador e CEO da multinacional israelense BumpYard, Eli Israelov, virá ao Brasil apresentar a solução e firmar a parceria de revenda com a eWave do Brasil. Eli Israelov possui mais de 15 anos de experiência na área de negócios e tecnologia com foco em aprimorar a experiência de clientes e empresas. O executivo é o criador de um sistema de atendimento ao cliente que integra diferentes plataformas, como redes sociais e WhatsApp, muito mais em sintonia com os anseios dos clientes atuais que não querem ficar longos períodos no telefone esperando atendimento.

ADJORI

A Bureau Representações, empresa com mais de 20 anos de atuação no mercado de Comunicação do Rio Grande do Sul, está selecionando profissionais para atuar na comercialização de brindes e/ou na busca de anunciantes para jornais representados pela Adjori-RS. Os profissionais irão atuar em Porto Alegre e Região Metropolitana ou no interior do Estado. Os interessados devem enviar e-mail com seus dados para [email protected] ou entrar em contato através do telefone (51) 3227.5433.

E21

Seja para consumir, trabalhar, dividir momentos, conversar ou se informar, as mães estão cada vez mais conectadas, e o termo “conservador” já faz um tempo que se desvinculou ao perfil e comportamento materno atual. No Brasil, elas são 67 milhões de “Mães Digitais”.

Além das responsabilidades com os filhos e a casa, as mães atuais também se dedicam a uma vida profissional muitas vezes agitada – 46% delas trabalham – e aos cuidados com a sua saúde, beleza, lazer e, ainda, em continuarem presentes e atuantes entre amigos e familiares.

As mães digitais fazem da internet um refúgio para atender muitas dessas necessidades. Prova disso, é a quantidade de blogs e outras plataformas especiais disponíveis para esse target.

Marília Ometto é economista e, a partir de uma experiência particular sobre gastos com o enxoval de sua filha, compartilhou uma planilha na web e viu aí uma das grandes motivações da presença das mães na internet: a necessidade de receber dicas e tornar tudo mais fácil. “São mães reais e a gente ama demais! Mas ninguém mostrava os bastidores. Como lidar com tudo isso? A maior contribuição do blog é falar o que as pessoas não falavam. É uma libertação!”, afirma.

 

As redes sociais podem ser, também, o espaço ideal para a mãe multitarefada expressar a sua relação e amor com os filhos, como explica Paula Pereira, psicóloga, coaching famíliar, esportivo e pessoal.

Por tamanho interesse e presença online, além das plataformas com conteúdo destinado às mães digitais, a publicidade também tem, cada vez mais, direcionado assertivamente sua comunicação para esse público.

 

A Brandili, uma tradicional empresa de Santa Catarina, uma das líderes em roupas infantis no Brasil, produzindo cerca de 16 milhões de peças anuais em malharia de alta tecnologia é uma das marcas que mais explora essas possibilidades.

 

Como explica Camila Felício, Marketing da Brandili, esse público tem um senso de urgência maior, pois gostam de receber informações de forma extremamente rápida e dinâmica. Assim nas redes sociais, a conversa deve fluir bem, quase como se a marca fosse uma amiga disponível para trocar uma palavra a qualquer hora do dia.

 

“Primeiro buscamos uma conexão com a mãe questionando-a sobre temas do universo infantil, incluindo ela em nossas ações, estimulando o diálogo entre ela e as demais mamães. No segundo momento realizamos um dos maiores anseios: publicamos para toda a nossa rede de seguidores fotos dos pequenos, isso gera uma alta conexão emocional”, salienta Camila sobre a concepção das apostas da Brandili.

 

A e21 é a agência que responde por todos os movimentos de comunicação de marca da Brandili desde 2002. Neste período, a agência acompanhou a transformação de uma pequena marca regional num dos grandes players do mercado nacional, com uma percepção de marca de moda, qualidade e valor. Muito embora atue no segmento popular, as iniciativas unicamente of-line de construção de marcas abrem espaço para uma integração de conteúdo multiplataforma. Assim, cada vez mais a agência vem apostando num mix on/of com resultados muito interessantes.

 

De acordo com Camila, a Brandili recebe diversas mensagens privadas das suas clientes dizendo apenas “bom dia, estava com saudades de vocês”, o que estabelece uma conexão muito forte com a marca. “É quase como se essas mães percebessem a Brandili como uma amiga próxima que entende muito do universo da criança, sobre os dilemas de ser mãe. Elas conversam de forma extremamente pessoal com a nossa equipe. Até convite de aniversário já recebemos e comparecemos”, explica.

 

A empresa tem mais de 450 mil curtidores em sua fanpage, e a e21 tem dedicado especial atenção à mobilização constante desta base de consumidoras leais e muito participativas em um trabalho conjunto com a equipe de marketing da marca. “As mães digitais Brandili respondem à cada estímulo de marca de uma maneira empolgante. São respeitosas, carinhosas, afetivas e sabem que a marca as respeita e valoriza”, afirma Luciano Vignoli, Diretor-Presidente e de Planejamento da e21. “Isso nos obriga a prestarmos atenção a elas constantemente, procurando retratar dinamicamente sua realidade e sua dedicação aos filhos. Para elas e para a Brandili, vestir é um ato de amor”, completa.

Autor

Nene Zimmermann

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