OPINIÃO
Para os otimistas que apostam no agronegócio brasileiro, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer mais em 2016, movimentando mais de um trilhão. Se levados em conta os últimos dez anos, o crescimento foi de 38%, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. As previsões menos otimistas para este ano dão como certo um avanço de 4%, frente ao desempenho de 2015. Qualquer que seja o resultado, ele é positivo, e assegura mais uma vez que o posto de âncora da economia do País está nas atividades econômicas que passam pelo campo.
Por trás do excepcional desempenho do agronegócio estão fazendeiros com suas propriedades repletas de culturas, animais e florestas plantadas, cooperativas, instituições financeiras, universidades e instituições de pesquisa, empresas ligadas à proteção e à saúde no campo, governo, indústrias de máquinas e tecnologias, entidades representativas do agronegócio, consultorias, usinas de açúcar e de energias renováveis, além de cabeças pensantes que buscam nas iniciativas sustentáveis um novo caminho na equação por um ambiente mais limpo e protegido. Não há na sociedade brasileira setor mais interessado na sustentação econômica e ambiental do agronegócio do que o próprio agronegócio.
O nível de jovens formados em veterinária, administração, direito do campo e ambientalismo é cada vez maior, os sucessores do campo são cada vez mais estudiosos e com muito conhecimento. O campo é uma realidade, o agronegócio é levado muito a sério.
O que falta nesse grande negócio são especialistas em marketing, principalmente das entidades e sindicatos, que ainda estão nas mãos de pessoas que pouco sabem e ficam a mercê de decisões de senhores “donos” que estão no mercado há anos falando e dizendo as mesmas coisas, que tudo está ruim, fazendo e tirando(extorquindo) do poder público e bancos federais verbas extraordinárias, nem sempre com os melhor destinos, esquecendo que o mundo mudou, que o agro deixou de ser um feudo para ser um grande e espetacular negócio. Não se faz mais marketing com o perfume da carne, com distribuição de leite e queijo, com charutos e cachaça. As áreas de comunicação das entidades são submissas, envelhecidas e rançosas como seus patrões.
Entidades e Sindicatos que dançam conforme a música dos seus interesses pessoais. Trancam-se em salões para discutir como irão tirar vantagens, com a velha companheira de muito tempo.
Atualmente, o Brasil produz cerca de 200 milhões de toneladas de grãos e fibras, 16 milhões de toneladas de papel e celulose e 55 milhões de sacas de café, além de uma gigantesca cesta de alimentos básicos fornecidos pela agricultura familiar. Essa área total cultivada soma apenas 8,6% das terras brasileiras. Dos 851 milhões de hectares do território nacional, as culturas anuais ocupam 50 milhões de hectares, as permanentes, 17 milhões, e as florestas plantadas, seis milhões. Os números mostram o quanto os agricultores brasileiros e gaúchos na sua maioria são eficientes e de que maneira esse setor pode, ainda, contribuir para o crescimento de uma produção sustentável. Aos agricultores, o desafio que rege o futuro está em produzir mais e melhor, em um ritmo muito mais veloz que o aumento da área cultivada. Com produtividade, enfim.
Somos um país sem fome, pois alimentamos grande parte do mundo. Possuímos uma capacidade imensa de produzir mais. Temos uma grande e gigantesca tecnologia. Como falamos, estamos mais capacitados com jovens filhos dos que produzem essa riqueza imensa, mas devemos ser mais participativos, delegar e acreditar, sem chorar, sem se queixar e apoiar essa indústria infinita.
Na Expointer 2016, o Governo do Estado, levou seus jovens secretários e presidentes de estatais, dando uma demonstração de força e de querer acertar, fazendo e pensando no melhor. A imprensa e sua casa foram um lugar acolhedor e de muito trabalho. Nada foi dificultado, tudo foi bem realizado com muita dedicação e presteza. O governo deu uma lição de trabalho e humildade, mesmo em uma semana complicada politicamente aqui e no país.
LICITAÇÃO
Os incautos e os mesmos cobradores de sempre dos governos, argumentaram e escreveram que essa licitação da escolha das agências do governo do Estado demorou muito mais que as outras, ledo engano, essa foi a licitação mais rápida dos últimos 20 anos. E mais, a transparência e a aceitação de todas as impugnações e a admissão de um erro cometido por um dos órgãos do governo, foram todas feitas com muita correção e isenção.
RECEBER
O stand da Rede Pampa comandados pelo seu vice-presidente Paulo Sérgio Pinto e pelo diretor Wanderley Ruivo foi, sem dúvida, o mais bem representativo na Expointer 2016.
Os anfitriões deixaram todos os seus convidados e frequentadores da casa muito à vontade e recebidos com muita elegância, carinho e atenção.
Sem dúvida nenhuma, eles deram um show de recepção, com almoços, jantares e eventos de muita cordialidade, profundidade e de muita confraternização.
Parabéns, Rede Pampa, pelo desempenho e pelo sucesso. Provaram que não precisa ser o maior para ser o melhor.
POBRE NAÇÃO
“Enquanto elegermos políticos que lideram, governam pelo povo e pelo seu partido, não vamos nos tornar uma democracia. No dia em que elegermos políticos que governam para o povo poderemos progredir novamente”. Autor desconhecido.
Estou publicando essa frase, pois, ao assistir alguns momentos pela TV Senado do julgamento dos juízes, dando gargalhadas e afagos um com os outros, do contra e a favor da cassação do mandato, como tudo que dizem e disseram na tribuna é mais um discurso do que a verdade.
Pergunto: por que não fazem a democracia que o povo pensa? Por que nos fazem de “babacas”, e só defendem seus interesses? Por que esse diálogo intra muros não pode ser resolutivo para todos? Por que essa farsa nos deixa em uma situação penosa e sofrida?
Trata-se de uma classe corporativista, que defende seus interesses acima do País. As decisões têm cunho de jogadas arquitetadas e que burlam as leis, que criam artifícios e benefícios para não serem julgados e o povo que não entende e não os julga acaba votando nos mesmos e apoiando as falcatruas. Pobre nação que depende desses políticos!!!!
TV ANALÓGICA
TV Canção Nova, Record News e Rede Vida são as primeiras emissoras em TV aberta a desligarem seu sinal analógico, na segunda-feira, 15, no município de Rio Verde (GO). A decisão unânime foi tomada pelo Grupo de Implantação da TV Digital (Gired), após adiamento anunciado em novembro do ano passado. As outras quatro estações da cidade deverão fechar seus sinais até 29 de fevereiro.
As emissoras que desligaram o sinal analógico passam a transmitir somente em digital. Para receber o sinal, são necessários televisores compatíveis ou aparelhos antigos com antena específica.
Rio Verde é a cidade teste para monitorar o desligamento do sinal analógico e a adaptação de telespectadores até o prazo definido pelo Gired para o início do desligamento do sinal em todo o País, em 2018. Esse era, inicialmente, o prazo final para a transição, mas foi prorrogado até 2023, após o grupo constatar que a audiência ainda não estaria preparada segundo a meta estabelecida. O Gired é formado por autoridades do governo, dos radiodifusores e das operadoras de telecom.
Conversores de sinal foram distribuídos para famílias de Rio Verde cadastradas em programas sociais do Governo Federal. As outras emissoras que operam no município são Band, Globo, Record e SBT, por meio de afiliadas ou retransmissoras.
BISTRÔ
A partir de setembro, a Bistrô, de Porto Alegre (RS), será a responsável pelas ações de comunicação interna da Previsul Seguradora. “Estamos trabalhando para promover um ambiente mais moderno e dinâmico para o colaborador, proporcionando mais integração e incentivando a inovação e a criatividade. Esta nova proposta de comunicação de dentro para fora, está alinhada com a estratégia de divulgação da marca e acompanha as mudanças que estão acontecendo na Previsul”, afirma o diretor-presidente, Renato Pedroso, destacando a importância de fortalecer a comunicação entre o público interno. Até então, a seguradora era atendida pela agência 5ti Marketing. Após a aquisição pela Caixa Seguradora, em 2013, a Previsul se apresentou como uma seguradora orientada para o futuro, com uma proposta de ser mais simples, mais fácil, mais ágil, mais flexível, mais moderna e mais inovadora.
MARCA
A agência global Edelman Significa lançou nesta quarta-feira, 24, o relatório Earned Brand 2016, que mede a relação entre consumidores e marcas em 13 países. Foram mil entrevistados por nação: Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Japão, México, Reino Unido e Singapura.
O Brasil é o terceiro país com população mais envolvida com marcas, ficando apenas atrás da China e Índia. Segundo Rodolfo Araújo, líder de pesquisa e conhecimento da empresa, o Brasil tem uma forte tradição de proximidade com marcas, enquanto em países mais desenvolvidos existe um certo ceticismo e distanciamento. Entre as nações com pessoas menos engajadas estão Holanda, Canadá, Austrália e França.
APP
Pedir uma pizza, um Uber, ou qualquer outro aplicativo de transporte, marcar hora no salão e até mesmo agendar uma consulta médica. Tão populares entre os brasileiros, os aplicativos de serviços ainda nem chegaram a sua fase adulta. De acordo com um estudo produzido pela Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O), entidade que reúne players do setor, o mercado de aplicativos de serviços se encontra em expansão no Brasil, com empresas que apresentam crescimento médio de 30%. Em estudo anterior, feito em 2015, estima-se que, no País, o setor tem potencial para movimentar R$ 1 trilhão por ano quando atingir seu grau máximo de maturidade.
O levantamento, feito com 2.500 usuários voluntários, mostra que há pouca fidelidade do consumidor a marcas de apps móveis e forte procura por ofertas e serviços mais eficientes. Os resultados apontaram que 86% eram usuários de smartphone com o sistema Android e outros 14% por usuários de iOS. O estudo também mostra que a maior parte dos entrevistados começou a utilizar serviços de O2O há menos tempo que em mercados mais avançados, como Estados Unidos e China e ainda não há marcas consolidadas. O estudo analisou 12 categorias diferentes de serviços.
E-COMMERCE
As vendas B2C (Business to Consumer) no varejo online nas categorias bens de consumo, turismo e auto movimentaram cerca de R$ 27,04 bilhões no primeiro semestre de 2016 no Brasil, segundo levantamento conduzido pela consultoria E-Consulting.
O valor representa 41,9% dos R$ 64,4 bilhões previstos para o segmento faturar neste ano. O levantamento também aponta queda de 2,35% nos primeiros seis meses em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o estudo, bens de consumo continuam a liderar o índice, arrecadando R$ 14,89 bilhões de janeiro a julho de 2016. A previsão era de que o setor, que engloba vendas de eletro, eletrônicos, informática, vestuários e produtos de beleza, atingisse no período 43% do montante previsto para o ano, porém o resultado foi ainda mais satisfatório, alcançando 46,1%, o que significa um incremento de 3,1%.
Outro nicho que faz parte da somatória é o de turismo. As viagens vendidas via web fecharam o ciclo com uma arrecadação de R$ 7,17 bilhões, ficando bem próximo à meta de atingir 42,8% do volume previsto para 2016, que almeja totalizar R$ 16,9 milhões.
Já em relação ao VOL Auto, houve retração de 12% em relação à previsão. O número registrado no primeiro semestre de 2016 foi de R$ 4,98 bilhões. A E-Consulting esperava que as vendas de auto chegassem à metade do ano com 42,8% do valor previsto para 2016 (total de R$ 13,2 bilhões), porém a porcentagem atingida foi de apenas 37,7%.
Medido há 14 anos, o cálculo do índice do VOL inclui em sua soma a potencialização do e-commerce B2C nas modalidades tradicional, mobile commerce, social commerce e compras coletivas, além do C2C (Consumer to Consumer).
NEGÓCIO EM FAMÍLIA
Cada vez mais famílias se unem em prol da abertura e manutenção do próprio negócio. Segundo o Sebrae, atualmente 90% das empresas brasileiras são familiares, o que revela o quão vantajosa pode ser esta relação. Contudo, para que o empreendimento dê certo é preciso unir forças e aprender a amenizar os conflitos.
Geralmente, fatores como confiança e afinidade são os principais motivos que levam a formação das empresas familiares. Frase e expressão comum: “Nós sempre nos demos muito bem e tínhamos o sonho de empreender, mas precisávamos de investidores para isso”.
Contudo, é comum ouvirmos o quanto empreender em família pode gerar conflitos e acabar interferindo nas relações familiares. O segredo para manter o bom relacionamento é a comunicação. Nunca tomar decisões em separado, sempre compartilhar ideias e opiniões para manter o bom funcionamento e a sustentabilidade do negócio. Conflitos sempre vão surgir e resolvê-los conversando e discutindo os pontos a melhorar é o correto. Mas, é importante separar o profissional do pessoal. É claro que um problema no trabalho pode afetar o relacionamento familiar, já que as duas coisas estão interligadas. Por isso mesmo, evitar falar de negócios em casa, para isso reservar um horário em uma agenda semanal” é o ideal.
Outra atitude que contribui muito para evitar conflitos, tanto em empresas familiares quanto em qualquer outro modelo de negócio, é definir de forma clara e coerente quais serão os papéis desempenhados por cada um dos sócios. Ressalta o quanto a hierarquia é fundamental para que o negócio funcione da melhor maneira possível. Desde o início da empresa definir como cada um dos sócios familiares irá atuar. Por exemplo, comercial, cuido da expansão da rede, fecha contratos e parcerias. Tem que ter a mente financeira e administrativa do negócio, é a verdadeira CEO da marca. É sempre importante analisar quais são as habilidades e competências de cada sócio para potencializar ainda mais os resultados da empresa.
Não há dúvidas do enorme potencial que um empreendimento familiar pode ter. Contudo, os desafios são grandes e é essencial ter jogo de cintura para criar um equilíbrio entre família e negócios, resolver com tranquilidade os conflitos que venham a aparecer e fazer um planejamento com foco na sustentabilidade da empresa.
Para quem está avaliando essa possibilidade de investimento, as irmãs Crepaldi aconselham que você e seu futuro sócio conversem muito bem antes e deixem definido qual vai ser o papel de cada um dentro do negócio, para que não haja divergências depois. Além disso, é importante reservar um tempo para falar do negócio, evitando assim falar sobre o assunto a qualquer hora do dia e a todo o momento, o que pode gerar certo desgaste no relacionamento.
DIGITAL
O Facebook anunciou um novo mecanismo para os anúncios feitos na rede social: a partir de agora, os usuários podem controlar o tipo de anúncio que recebem: quem não quiser receber propaganda de viagem ou do segmento de pets, por exemplo, poderá bloquear em poucos cliques.
O objetivo, segundo o vice-presidente de plataforma e publicidade Andrew Bosworth, é melhorar a experiência do usuário e permitir que a publicidade feita no Facebook seja relevante. No mesmo período, uma das maiores empresas do mundo, a Procter & Gamble, anunciou que vai deixar de fazer segmentações específicas em seus anúncios. Segundo a especialista em Internet Marketing Camila Porto, autora do livro Facebook Marketing e criadora do treinamento online Facebook Essencial, muitas pessoas entenderam que os valores de investimentos serão reduzidos, quando na verdade serão modificadas apenas algumas diretrizes de segmentação. “O que parece um banho de água fria em quem investe no Facebook, é na verdade uma boa notícia”.
Segundo ela, as mudanças realizadas podem ajudar os anúncios a fazer com que muitas empresas retomem os princípios básicos da rede social: interagir. “Os anúncios são uma excelente forma de aumentar o impacto da marca, mas não podem ser o único objetivo de estar no Facebook”, alerta Camila, que reforça a importância de utilizar as redes para se aproximar do público. “Eu sempre digo que ninguém entra na rede social para fazer compras, e sim para fazer amizades, conexões, se divertir”, destaca. Assim, as empresas devem estar no ambiente para fazer o mesmo.
Coisas diferentes do anúncio
Uma das dicas sugeridas por Camila é que as empresas procurem ser mais leves. “Pense que o Facebook é uma festa, e por mais que o seu objetivo seja vender, é preciso conversar com as pessoas antes disso: procure entender o que elas querem, faça perguntas, divirta-se com elas”, sugere. Desta forma, Camila conta que é possível criar um ambiente no qual as pessoas admiram a marca ou o profissional.
“Existem estratégias gratuitas para alcançar mais pessoas, como incentivar que o público comente nas postagens, ou fazer lives”, conta, destacando que os vídeos ao vivo permitem alcançar um público maior. A especialista ainda reforça a importância de oferecer conteúdo relevante. “Se o conteúdo que você oferece é condizente com a sua marca e o seu público, e ainda promove alguma transformação, vai haver interesse”.
Por fim, a estudiosa conclui que não é necessário parar de investir no Facebook. “Um anúncio que oferece conteúdo relevante e é direcionado ao público certo dificilmente vai encontrar resistência”. Assim, a especialista conclui ressaltando a importância de estudar o mercado, dedicar-se à rede social, e mudar quando necessário. “Quando você sabe o que faz, o resultado vem”.
BAÚ DA FELICIDADE
“Silvio Santos vem aí, olê, olê, olá”. Quem acha que este é um simples jingle de animador de auditório, se engana. Silvio Santos, menos conhecido como Senor Abravanel, já está “vindo” há muitos anos. E de relacionamento sabemos que ele entende muito bem.
Dentre as inúmeras iniciativas do apresentador ao longo de décadas de empresariado, nenhuma foi mais efetiva que o Baú da Felicidade. Aportou milhões de clientes rapidamente, com relevantes investimentos individuais e quase nenhuma presença nos intervalos comerciais (ok, não vamos considerar as mensagens subliminares nos inúmeros programas do SBT).
Quando o Baú da Felicidade foi lançado em 1958 (por Manoel da Nóbrega e comprado por Silvio Santos tempos depois) não se imaginava que seria, casualmente, o primeiro programa de fidelidade do Brasil. Vejamos por que:
- Mantinha os clientes comprando em longo prazo: um carnê com pagamento em, no mínimo, 12 parcelas. Gerava um relacionamento contínuo.
- Retinha os clientes com benefícios especiais: todos poderiam participar dos inúmeros programas televisivos dedicados a criar o branding da marca “Baú da Felicidade”, que poderiam ganhar fortunas com prêmios especiais. Quem nunca acompanhou o famoso “Roletrando”, hoje “Roda a Roda Jequiti”? Ou então o programa “Tentação”, tão famoso nos memes atuais? Ou usou o jingle do “Peão da Casa Própria” em alguma brincadeira cacofônica?
- Criava exclusividade: somente clientes do Baú poderiam participar dos programas acima, além de garantirem benefícios especiais nas inúmeras empresas do Grupo SBT, como a Cosméticos Jequiti.
- Oferecia resgates especiais: mesmo vestido de consórcio, o Baú da Felicidade estimulava o cliente a acumular valores que eram resgatados em produtos nas lojas físicas da marca. E melhor: todo o valor pago era revertido integralmente em resgate. 100% de generosidade.
- Criava ações de engajamento: sob a legalidade de um título de capitalização, porém com os holofotes de um programa de auditório criou a Tele-Sena – um dos maiores sucessos do Baú da Felicidade. Não desviava o cliente do foco principal (o carnê), trazia novos para a base (que não queriam o carnê) e usava gamificationpara retê-los todos os domingos, deixando-os colados na TV esperando o próximo sorteio. Tanto sucesso que até a Globo o imitou com o fracassado Papa-Tudo.
- Tinha uma marca forte: mais que uma marca, tinha um garoto-propaganda que dispensa comentários.
- Criava uma empatia e sentimento de proximidade: Silvio Santos sempre chamou seus clientes de “fregueses”, remetendo ao velho jargão popular.
Sem querer querendo, o Baú contribuiu décadas atrás para o crescimento exponencial da fidelidade no Brasil: sem a participação das classes B e C, os programas lançados nos últimos anos não teriam base ativa suficiente para sustentar uma estrutura sólida de resultados. Obviamente que a classe A contribui por boa parte de suas receitas, mas o volume gerado por quem gasta menos e frequentemente, traz uma receita incremental indispensável.
Silvio Santos orquestrou uma política de relacionamento, amarrando todos os seus inúmeros negócios com um objetivo único: rentabilizar sobre seus melhores clientes, através de um precisa governança de contato, com base na opinião popular. Isso mesmo, do próprio povo que compôs a audiência do SBT e de onde o apresentador começou sua carreira de empresário.
Desta forma, como sempre, Silvio Santos (o apresentador) e o Senor Abravanel (o empresário) conseguiram criar a maior base de clientes fiéis do Brasil, muito maior que qualquer iniciativa atual. Só que ainda não podemos afirmar se esta fidelidade foi pela estratégia de negócios ou pelo carisma do artista. Ou, quem sabe, ambos.
