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Crime e castigo

Dona Erenice, a ministra Chefe da Casa Civil passou para a história recente do país como uma megadelinquente, e sua família, um bando criminoso. …

Dona Erenice, a ministra Chefe da Casa Civil passou para a história recente do país como uma megadelinquente, e sua família, um bando criminoso. Não há dinheiro que pague este rombo em sua autoestima e seu fim de carreira política. Mas ela possui um currículo de aço escovado… do ponto de vista ético e moral. Uma trajetória irretocável, como surgiu esta transformação, de forma tão rápida e avassaladora? As más companhias, como diria Olívio.

Consigo ouvir as conversas em família durante o jantar: “Ah, mãe, eu preciso comprar um jatinho executivo, por favor, por favor”. “Ora, Erenice, atenda o menino” – provoca o marido. A pressão familiar teria sido irresistível? Ou a índole criminosa da Ministra estava latente, à espera da ocasião? Quatrocentos milhões de reais foi o “Jabá” exigido por seus familiares a uma empresa, para facilitar um empréstimo de 3 bilhões do BNDES, de acordo com depoimentos para a imprensa dos empresários achacados.

Seria a ex-ministra somente o resultado da ocasião ou seria o reflexo da índole brasileira?: “Ah, dane-se, todo mundo mete a mão mesmo”. Ou, quem sabe, uma mãe sob pressão do filho canalha, do irmão, do marido, mas quem educou e criou aquele filho? Neste caso é mal de família? “A minha mãe manda e tá acabado”, teria dito o rapaz.

Não me convenço que Marina cresceu na reta final, a despeito do programa ambientalista e autosustentável (super moderno). A candidata verde foi uma espécie de Tiririca de luxo, uma espécie de voto de protesto. Caso contrário ficaria no seu patamar original da pesquisa. Seu índice foi persistente durante toda a campanha.

Por sua vez, Serra não teve vontade política para puxar o fio da meada da maçarocada quebra de sigilo fiscal de sua filha. Será por que Verônica Serra, sua filha, possuía uma empresa na Flórida, especializada na venda de sigilo fiscal?  Ela quebrou o sigilo de quase 60 milhões de brasileiros, segundo a Carta Capital.

Mas Lula tem razão, quanto à sacanagem da imprensa. A Folha de S. Paulo de hoje publicou a seguinte matéria: PT planeja retirar da pauta da candidata Dilma Rouseff o projeto a favor do aborto. É mentira. Dilma nunca aventou a hipótese de defender o aborto. Isso é “matéria” plantada pela imprensa paulista e pelo marketing de Serra, e que colou.

Resumo da ópera: sozinha Erenice fez o que os tucanos não conseguiram fazer durante toda a campanha. Transferiu milhares de votos para a candidata verde. E aí quem ficou verde de raiva foi o presidente Lula.

Autor

Paulo Tiaraju

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