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E a Dilma, heim?

Acredito no engajamento político, mas não partidário.                                                         (Hebe Vessuri, antropóloga social)   Aviso logo, sou contra o impeachment da Dilma. Não sei … </

Acredito no engajamento político, mas não partidário.

                                                        (Hebe Vessuri, antropóloga social)

 

Aviso logo, sou contra o impeachment da Dilma. Não sei se a compra de Pasadena, desaconselhada por empresa de Consultoria contratada pela Petrobras, é motivo legal. Por incapacidade para governar não é motivo, se fosse, o ex-presidente José Sarney não teria terminado o seu mandato. No caso da Dilma, meu lado sádico exige que ela colha, até o último grão, a calamidade que semeou.

Dilma anunciou na posse de seu segundo mandato que o mesmo teria, sob a mal inspirada frase Pátria Educadora, um olhar especial para a Educação. Anunciou isso sem consultar a área responsável se havia caixa para cumprir os primeiros pagamentos. Não havia. A Pátria Educadora virou Educação Caos, com faculdades cujas aulas nem começaram, pela falta das verbas necessárias. Essa Dilma é tudo que uma administração lembra como calamidade.

     O Globo, 10.03.2015: Cortes de verbas e problemas no Fies estão afetando universitários das redes públicas e privadas. Ontem, UFRJ e Uerj adiaram de novo o início das aulas. Na Veiga de Almeida, alunos como Larissa da Silva, que não conseguiram financiamento federal do Fies por problemas no site, foram ameaçados de ter a matrícula cancelada.

Pais e alunos do Colégio de Aplicação da UFRJ participaram de um “aulaço” numa praça próxima ao colégio por motivo dos 22 dias úteis de atraso do início das aulas.

O MST, que passou um bom tempo sem molestar a ordem pública, de repente, em diversos lugares do país, promoveu diversas manifestações de protestos, algumas criminosas, como, por exemplo, a destruição de valioso material de pesquisas e bloqueio de estradas. Antes que me confundam com um burguês/rico/reacionário, informo que, desde jovem, fui apresentado à questão agrária e sempre achei que os latifúndios improdutivos devem ser transferidos pelo governo aos trabalhadores rurais. Inexiste, no caso, uma vontade política, assim como a transposição do Rio São Francisco que, como a capital federal no centro do país, constava da primeira constituição republicana. JK decidiu a construção de Brasília, e a transposição do velho Chico se arrasta pelo tempo.

Stédile, o cabeça do MST, foi à conturbada Venezuela agredir, verbalmente, os opositores do quase ditador-presidente Maduro e repete um discurso que, desde a destruição do muro de Berlim e do fim da União Soviética, ficou obsoleto e agrega insignificantes repúblicas (sic) subdesenvolvidas das Américas latinas.

Em nome dos verdadeiros democratas brasileiros, envio um abraço solidário ao sofrido povo venezuelano que, vítima da falta de gêneros básicos, viu o “seu” Maduro ter que trocar petróleo

por papel higiênico. Minha curiosidade de jornalista, durante o período da falta do papel básico, foi aguçada no sentido de saber se o fato aumentou muito a circulação de jornais na Venezuela. Os on line não resolvem.

Vai daqui o meu pedido de desculpas, em nome dos brasileiros educados, pelo fato da nossa presidente não haver recebido o embaixador da Indonésia, já no Palácio do Planalto, convocado pelo Itamaraty, a pretexto de mais um traficante brasileiro ser condenado à morte naquela nação democrática. Em vez de pieguice, a presidente deveria saber que o criminoso brasileiro não foi condenado por ser brasileiro e sim por ser traficante. Dura lex, sed lex. A Indonésia é um arquipélago democrático com população da mesma grandeza da do Brasil e, creio eu, mais educada. O Itamaraty, de tradições civilizadas, está de bico calado e evita, assim, de levar um esporro público de nossa chefe maior, cuja educação envergonha parte do país.

No protesto de ontem, na Avenida Paulista, tremulava uma faixa: “Onde fica a Pátria Educadora?”.

Desde que comecei a estudar História Universal, iniciou-se meu ceticismo quanto à presença dos segmentos poder e religião na história da humanidade. Ao ver, agora, a foto de um menino islamita assassinando com um tiro na cabeça um suposto espião, alicercei minha certeza: a humanidade não deu certo.

Inté.

 

Autor

Mario de Almeida

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