Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
Chico Buarque
Certa vez, agredido verbalmente por um indivíduo, respondi:
– Eu ia lhe responder, mas lembrei que não há agravante para uma pessoa como você.
A bola da vez na mídia e nas redes sociais chama-se Renan Calheiros, motivo para um documento com mais de 1 milhão e 500 mil assinaturas, pleiteando seu impeachment à condição de presidente do Senado.
Impossível escrever algo sobre essa triste figura sem ser rebarbativo, pois há muito tempo não vejo uma pessoa, política ou não, ser tão enxovalhada. Se o ano passado consagrou o ex-senador Demóstenes como o Judas 2012, em 2013, apesar do ano estar engatinhando, ninguém mais rouba o troféu “emporcalhado” do atual presidente do Senado.
Publicamente, a imagem de Renan tem cheiro desagradável e tá fora da minha coluna. Não foi difícil lembrar da Geni.
Assunto? E o assunto, que anda tão arredio?
O Papa Bento XVI renunciou e, além da notícia que ofereceu uma grande cobertura jornalística, deu-se início às fofocas do Vaticano e as hipóteses sobre seu sucessor. Na telenovela “Quem será o sucessor?”, desfilam as possibilidades, hipóteses e o que mais servir para encher a linguiça do noticiário.
Com todo o respeito ao assunto, não posso deixar de lembrar uma coisa que os turfistas sabem tão bem: a cada páreo há que estudar o retrospecto dos animais e as circunstâncias: distância, tipo de pista, peso, etc. O jornalismo é pródigo em alinhar hipóteses. Resta saber quando a hipótese é notícia digerível ou papo de comadres. Enquanto não há outro incêndio em boate (esperamos que nunca mais), todas as especulações são válidas, mas as fofocas todas sobre o Vaticano não me parecem de interesse nacional. Ficam na base do “disse me disse”… O Vaticano vira uma paróquia de província e, no mínimo, sinto-me furtado como leitor.
Acabo de ler a notícia de que começaram, com 39 anos de atraso, as obras da duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói, trecho inicial da BR-101.
Bem, Brasília foi inaugurada em 1961, e a transposição do Rio São Francisco está com obras quase atingindo 50% do total previsto.
A construção da capital brasileira no centro do país e a transposição do São Francisco estavam previstas na primeira Constituição republicana, em 1891.
E o assunto? O difícil, num jornal digital, como Coletiva.net, onde o espaço é infinito, é colocar o ponto final.
Se me é dado especular, fico imaginando o que serão, daqui a uns tempos, as cerca de 180 crianças que nascem no mundo por minuto. Cerca de 260.000 só hoje…
Inté.
Vitrine (Comentários sobre a coluna anterior)
Mano, excelente a coluna de hoje. Coelho (Eduardo), São Paulo
Excelente, a coluna de hoje. Eu não saberia escrevê-la, mas a assinaria sem mudar uma vírgula. Abraço, Rodrigo (Sá Menezes), São Paulo
Prezado Mario, em 1974, ainda durante a intensa revolta do incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, fiz parte da Comissão Especial do Instituto de Engenharia que elaborou o laudo conclusivo sobre aquele pavoroso sinistro.
Designado como relator desse importante documento, pelo então Presidente da entidade, tive a felicidade de incluir mais de vinte recomendações pertinentes, todas vinculadas à melhor segurança dos edifícios e dos seus usuários.
Posteriormente, o Corpo de Bombeiros adotou a maior parte das sugestões e, ao longo do tempo, ainda introduziu outras providências que acabaram sendo transformadas em lei.
Uma das mais importantes é a terminante proibição de artefatos pirotécnicos em recintos fechados.
Pois bem: o que sucedeu na boate de Santa Maria foi a ação de um idiota que, do palco, lançou um denominado sinalizador para o teto, atingindo materiais de fácil combustão (especialmente plástico e isopor que se transformam em gases cianídricos e clorídricos, altamente letais).
Certamente, esse primeiro idiota, agindo fora da lei e de forma irresponsável, deve ter tido o apoio e até mesmo a ordem de mais um idiota-mor.
Como o sinalizador era incandescente (fazia parte do triste espetáculo), ocorreu o sinistro com a produção dos gases letais e toda a tragédia.
O pânico que se instalou, com todas as suas sequelas (portas travadas e/ou estreitas, falta de iluminação, mesas e cadeiras por toda parte, seguranças impedindo a livre saída no afã de cobrar as comandas, material queimado caindo sobre as pessoas, etc.) apenas complementaram o incêndio que já se havia iniciado.
É isso aí, Mario: a ação de um ou mais idiotas, de forma ilegal, foi o estopim de tudo.
Uma lástima que poderia ter sido evitada. Bastava cumprir a lei!!!. Abraços, engenheiro José Carlos Pellegrino, São Paulo
Mario, adorei o editorial sobre educação, tema sedutor e indispensável aos que pensam no Brasil grande. Por favor, não esqueça de citar Orestes Guimarães, educador paulista que implantou a primeira escola em tempo integral do Brasil (em Lages-SC). Aleluia, Gilberto (Ramos), Rio

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