SARAMAGO NOS MOSTRA O CAMINHO
A partir de agora as eleições, tanto a Nacional quanto a do Estado, estarão ocupando cada vez mais os espaços da mídia, a menos que os Estados Unidos de Donald Trump e Israel de Benhamin Netanyahu iniciem uma nova guerra como fizeram na Venezuela, na Palestina e no Irã.
Os nossos políticos, cada vez mais oportunistas e os nossos jornalistas, cada vez mais precários sob o ponto de vista cultural, nos deixam poucas esperanças que os grandes problemas nacionais e mesmo os do Rio Grande do Sul merecerão um debate mais profundo.
Como ocorreram em eleições passadas, tudo se encaminha para um debate empobrecido sobre quem é a pior opção, se a proposta lulista ou a bolsonarista?
Eu particularmente me integro a um grupo que analisa as eleições diria inspirado em José Saramago.
Explico o porquê.
No seu livro Ensaios de Lucidez, Saramago fala sobre uma eleição nacional em um pais qualquer, onde inesperadamente 70% dos votos são em branco, manifestando o repúdio da população aos políticos, tanto os que se assumem de direita, quando os que se dizem de esquerda.
Como no país fictício de Saramago, no Brasil em que vivemos deve haver uma boa parcela de eleitores que também está cansada e revoltada contra velhos políticos, tipo Lula e Bolsonaro, e buscando uma forma de mostrar essa revolta.
Eu sou um deles.
Assim como fizeram os eleitores de Lições de Lucidez, vou manifestar meu repúdio total a esses políticos e suas práticas, votando, não branco, mas nulo.

