CUIDADO LULA!
Donald Trump tem o que os franceses chamam de “le physique du role” para desempenhar o papel de líder do imperialismo norte-americano. Não que os outros presidentes não tivessem desempenhado esse papel, mas o Donald é como John Wayne dos faroestes de Hollywood, o cara certo no lugar certo.
Ele une a arrogância que sempre foi marca dos líderes políticos dos Estados Unidos a uma figura quase caricata, que por ignorância ou indiferença estudada, parece disposto a pagar o preço necessário para transformar em realidade o seu sonho de retomar a liderança mundial para os Estados Unidos: “Make america great again”.
Nessa sua escalada, ele invadiu a Venezuela, seqüestrou o presidente Maduro e com a ajuda do governo sionista e racista de Israel atacou militarmente o Irã e agora ameaça com ações armadas também Cuba e até a Dinamarca pela posse da Groenlândia.
No passado, outros presidentes também quase levaram os Estados Unidos a uma guerra nuclear, quando a União Soviética ainda existia e fazia um confronto permanente com os americanos na chamada Guerra Fria.
Os dois momentos em que essa guerra por pouco não se transformou numa guerra nuclear foram em outubro de 1961, quando tanques americanos e soviéticos estiveram frente no chamado Check Point Charlie que dividia as duas Berlim da época e em 1962, com a Crise dos Foguetes depois que a URSS instalara em Cuba armas com ogivas nucleares apontando para os Estados Unidos.
As ações armadas que pareciam iminentes foram substituídas por negociações entre o presidente americano Kennedy e o premier soviético Nikita Kruchiov e a guerra não aconteceu: os tanques voltaram para suas bases em Berlim e os russos retiraram seus foguetes de Cuba e os americanos fizeram o mesmo com seus foguetes na Turquia.
Hoje a União Soviética com sua política de solidariedade a países amigos desapareceu e a China cuida apenas dos seus interesses comerciais, deixando livre a ação imperialista dos Estados Unidos no mundo inteiro, ainda mais agora que o país está sendo dirigido por um homem de sonhos triunfalista.
O que o Brasil tem com isso? Por enquanto pouca coisa, mas nada impede que os sonhos faraônicos de Trump não incluam o Brasil no futuro.
Lula está planejando uma visita a Trump – com quem diz ter uma boa química – e nada nos assegura que não ouça do norte-americano que seus sonhos triunfalistas incluem também o Brasil, o que seria um pesadelo para nós brasileiros.
Então, cuidado Lula, muito cuidado nesse seu encontro com Donald Trump

