Irônico, mordaz, cínico, sarcástico, galhofeiro e até cruel…
Pode ser que eu seja um bocadinho disso tudo, mas as pessoas que me conhecem bem e que convivem comigo sabem que, acima de tudo, sou um grande debochado.
Ao contrário do “Cândido”, de Voltaire, meu otimismo não se nutre em ocultar a realidade.
Cada vez que tentam agredir minha sensibilidade ou inteligência, a primeira reação que me aflora é o deboche.
Há muito não escrevo sobre a política brasileira, da qual me alienei e não é hoje que vou quebrar o silêncio sobre o assunto.
Quem me leu em outros tempos, sabe quantas colunas escrevi sobre Sua Excelência Luiz Inácio Lula da Silva, aquele que, de acordo consigo mesmo, é filho de uma mãe que “nascera analfabeta”.
Hoje, em homenagem ao meu fígado, dedico meu deboche a este que, no decorrer dos últimos anos, em seu autodeslumbramento, foi meu debochado mór e que, de acordo com um juiz do STF, foi chefe de governo e nunca chefe de Estado.
O tagarela camelô de si mesmo, uma contradição ambulante, o especialista em dizer às plateias o que as plateias querem ouvir, na explosão do escândalo batizado de mensalão, declarou que fora traído.
Esse “corno político” acabou mudando de ideia e passou a declarar que tudo não passara de uma farsa, afirmação que mês passado, com outras palavras, reforçou numa entrevista para a imprensa norte-americana.
Quinta-feira, 30.08, o jornalista e acadêmico Merval Pereira publicou em sua coluna de O Globo: “O ex-presidente Lula, que prometeu, ao sair do governo, se empenhar para desmontar o que chamou de ‘farsa do mensalão’, agora está diante de uma verdade irrefutável: o STF, composto por uma maioria de juízes nomeados pelo PT, decidiu que o mensalão é uma triste verdade e, por contraponto, a tese do caixa dois eleitoral é que é a farsa”.
Fico aqui com os meus botões imaginando o que os leitores americanos não deverão pensar do Supremo Tribunal Federal dessa república de bananas.
O STF, desconhecendo a convicta certeza do nosso ex-chefe de governo, mal começou a julgar os crimes dos autores e protagonistas da “farsa” e já condenou alguns às comodidades e serviços do xadrez.
Não ignoro e sei não ser farsa nenhuma que a grande maioria de brasileiros abençoa essa liderança do senhor Lula da Silva e deixo, para ela, a maioria, a certeza que não podem me levar a sério.
Disse Lula, quando presidente, aos empresários, na Federação das Indústrias de São Paulo, que as pessoas mais idosas, se ainda de esquerda, não estão boas da cabeça.
Como continuo sendo a favor de uma política contra a fome, contra o analfabetismo e absolutamente contra a perversa distribuição da renda nacional, continuo um animal de esquerda que não se conforma que esta 5ª economia do mundo esteja, apenas, na 84ª posição do Índice de Desenvolvimento Humano. Sou, apenas, mais um louco desse imenso hospício brasileiro.
Inté.
Vitrine (Comentários dos leitores)
Mais duro que morrer é perder um grande amigo. Eu posso morrer, meu amigo, jamais. Abração, Marião, José Monserrat, Rio, Brasília, | |||

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