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Dizem que a poesia é necessária. Discordo. Mais sem poesia, pra que? Só a poesia explica o inexplicável. Um dos poemas mais belos que …

Dizem que a poesia é necessária. Discordo. Mais sem poesia, pra que?

Só a poesia explica o inexplicável.

Um dos poemas mais belos que “li” foi num trem, no Rio Grande do Sul.

Setembro, quase 8 da noite, pela janela, do lado direito, noite fechada e estrelada, pela esquerda, os últimos raios de sol batiam nas coxilhas que estavam completamente vermelhas.

Sentada ao meu lado a atriz Nilda Maria banhava-se em lágrimas de puro alumbramento. A poesia está na gente, em forma bruta, apenas aguardando que algo ou um poeta faça ela se revelar. Num dia em que choveu Tom Jobim anunciou que o Rio estava plúmbeo. Aquela chuva virou poesia.

Ela pode estar num livro, na formiga carregando uma folha ou num sorriso de bebê.

Nasceu Carla, a filha. A data – 8 de maio – que já havia anunciado fim de guerra, virou poesia. Cheirinho de talco na bundinha do bebê é poesia pura.

Autor

Mario de Almeida

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