Mario,
Te amo cada vez mais.
Abu, o amigo eterno e leal.
Antonio Abujamra
Robótica é um ramo da informática que engloba computadores, robôs e computação, que trata de sistemas compostos por partes mecânicas automáticas e controladas por circuitos integrados, tornando sistemas mecânicos motorizados, controlados manualmente ou automaticamente por circuitos eléctricos (UF! Wikipedia).
Inda que há muito não seja novidade o uso de robôs como operários, já começou a escalada da indústria voltada para a produção de robôs domésticos e afins, como aspiradores de pó, cortadores de grama, apanhadores de objetos, brinquedos e, até, alguns modelos que interagem com a gente (lembrei-me que minhas filhas, antes de serem alfabetizadas, ganharam um microcomputador infantil comprado na incrível Hamley’s, em Londres).
Não é difícil enxergar que essa escalada, além de universal, terá o mesmo futuro popular que tiveram a televisão, a informática, a telefonia e a fotografia, por exemplo. Enquanto que no Brasil um aspirador de pó tem um custo médio de R$ 150, na Inglaterra já existem robôs por cerca de R$ 900.
De acordo com matéria publicada na imprensa, em 2009 foram vendidos, no mundo, 1 milhão e 700 mil robôs domésticos e, já no ano seguinte, 2,2 milhões.
De minha parte, fico imaginando como será fácil para pessoas tão impacientes como eu assisitr, por exemplo, pela TV, a uma corrida de Fórmula 1. Basta programar um robô para editar apenas os momentos de emoção e assistir, em seguida, aos minutos editados.
Fui campeão juvenil paulista, junto com amigos, de bola ao cesto e, na época, pelo menos naquela categoria, não havia cronometragem, e o jogo tinha dois tempos de 20 minutos cada, com um pequeno intervalo.
Hoje, face à interrupção do jogo por faltas ou outros motivos, é comum uma partida ultrapassar duas horas de duração. É uma razão óbvia para merecer uma bela edição que, pela dinâmica do jogo, pode até durar os mesmos 40 minutos jogados
Preparem-se os jovens para a Era Robótica que ela vem aí.
Eu participei de uma ação robótica numa estação de metrô em Zurique, Suíça. Duas enormes vitrines expunham, em pequemos compartimentos quadrados, por unidade, os alimentos ou bebidas oferecidos. Por uma sinalização alfanumérica, você escolhe o que deseja, coloca o dinheiro numa fenda por onde, num formato de cuia, você recebe o troco. Tudo acionado, você enxerga uma mão com garras apanhando e entregando os pedidos através de uma “janela” que se abre.
Isso já faz uns 20 anos e era inédito no Terceiro Mundo, mais ou menos na mesma época em que o andar de cima começou a usar leitor ótico nas caixas do comércio.
Antes de encerrar, quero dizer que Abujamra e eu sabemos que jamais haverá robôs de amigos, não importa tempo e distância. O melhor apelido para o verdadeiro amigo é “o eterno”.
Inté.
Vitrine (Comentários dos leitores)
Ao pé da coluna:
Oco? – Mestre Mario. Se oco produzes um texto tão rico, atestando tua prodigiosa memória e profícua história, quem dirá quando te sentires “cheio”. Grande abraço! Carlos Eduardo (Carlos E. F. Cunha), Santo Amaro da Imperatriz, SC
Brinde
Canção da América
Fernando Brant e Milton Nascimento
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

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