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Vale o escrito

“Condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada  em julgado. Parágrafo único: A pena de expulsã

“Condenação por crime infamante ou por práticas

administrativas ilícitas, com sentença transitada

 em julgado. Parágrafo único: A pena de expulsão

implica o imediato cancelamento da filiação

partidária, com efeitos na Justiça Eleitoral”.

ESTATUTO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

DAS PENALIDADES Artigo 231 do CAPÍTULO III, inciso XII

O presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra, era casado com dona Carmela Dutra, de apelido Santinha, uma ardorosa seguidora dos mandamentos e ritos da Santa Igreja Católica. 

O então recém-nomeado cardeal do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, tornou-se amigo de dona Santinha e pleiteou junto a ela que o presidente Dutra acabasse com os jogos de azar no Brasil, o que aconteceu por um decreto presidencial de 30.04.1946.

Numa só canetada fecharam-se cassinos, e o jogo do bicho – criado em 1892 pelo Barão de Drummond para promover o Zoo do Rio – cresceu na clandestinidade.

O interessante na secular história do jogo é que não se conhece, no território nacional, uma única vez em que um acertador não haja recebido o seu prêmio. Ao jogar-se, recebe-se uma papeleta com o jogo onde se lê “vale o escrito”. Seus chefões foram presos diversas vezes, mas nunca pelo crime maior de não pagar prêmios ganhos.

Os dirigentes do PT não podem imitar os chefões do bicho, pois o estatuto do partido deles só tem validade quando do interesse de sua cúpula.

Em linguagem chula, quanto a Delúbio, Dirceu e Genoino – condenados pelo STF e não expulsos –, o estatuto do PT é um estatuto fajuto, para não usar a palavra mais chula e mais apropriada.

Inté.

Confissão: Estou tão velho que meu caderno de endereços virou memorial.

Vitrine (Correio virtual sobre a coluna anterior)

Logo ao pé da página chegou de minha cidade natal:

A renúncia aguardada –  “Enfim a exceção ocorreu, para gáudio e alegria de todos nós. O comportamento petista não poderia ter passado em branco pelo nosso querido Mario. Sem exageros, seu aguardado desabafo lavou-me a alma. Podes ficar mais algumas crônicas sem escrever sobre a política suja. Volta às tuas rimas, querido amigo.” Luiz Fernando Di Vernieri, Campinas/SP

PARABÉNS, MARIO. Estamos juntos. Para de falar que estás velho. És apenas quatro anos e meio mais velho do que o garoto que é teu irmão caçula. Um abraço, Coelho (Eduardo), São Paulo

Mario, quem ataca o Joaquim Barbosa não tem a menor noção ou finge que não tem do significado de reputação ilibada e notório saber jurídico, qualidades indispensáveis ao cargo que ele ocupa. O PT é como uma criança mimada que não se pode contrariar. Ela grita, xinga, se debate e faz de vítima. Para administrar um país tem que ter maturidade. Excelente artigo, bjx saudosos. Circe Aguiar. Rio

Grato, Mario. Essa turma de predadores petistas não merece a menor consideração. Agora é a hora do choro. Pau neles. Abs, Eng. José Carlos Pellegrino, São Paulo

É, é isso. Parecem piadas de salão, ainda mais se contadas no exterior ou daqui a alguns anos. Agora também preocupa. O incrível é que se sintam heróis e procurem denegrir o STF. A incoerência está boiando por aí. Onde está a capacidade de governar? Gostei dessa coluna e da nova frase da nova série. Bj, Vera (Verissimo) Porto Alegre

Autor

Mario de Almeida

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